Real, Barcelona, Juventus e Milan intervalam domínio inglês no mercado

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Segundo o Transfermarkt, portal alemão especializado em transações, o Real Madrid investiu 225 milhões de euros (ME), contra 184 ME do FC Barcelona, e destacou-se em Espanha, onde os clubes primodivisionários gastaram 755,28 ME no primeiro período de inscrições de 2026/27, iniciado em julho e ainda aberto na I Liga portuguesa e em mercados periféricos.

Apesar do menor fulgor em relação aos ‘merengues’, recordistas de títulos de campeão europeu, o AC Milan (165,05 ME) e a Juventus (164,35 ME) também se intrometeram no habitual domínio inglês, estabelecido com um novo recorde de 4,10 mil ME, e contribuíram para os 1,16 mil ME de despesas totais de Itália, podendo esses montantes subir nos próximos dias.

Yan Diomande (ex-Leipzig, 125 ME), Marc Cucurella (ex-Chelsea, 55 ME), Carlos Espí (ex-Levante, 25 ME) e Denzel Dumfries (ex-Inter Milão, 20 ME) juntaram-se ao Real, que não pagou taxas por Ibrahima Konaté (ex-Liverpool) e o luso Bernardo Silva, de saída do Manchester City nove anos depois, e recuperou Endrick do empréstimo ao Lyon, de Paulo Fonseca.

Gonzalo García (Fulham, 40 ME), o antigo capitão Dani Carvajal ou David Alaba deixaram Madrid, onde regressou José Mourinho 13 anos depois, proveniente do Benfica.

O bicampeão espanhol FC Barcelona trouxe, entre outros, Anthony Gordon (ex-Newcastle, 80 ME), Rodri (ex-City, 60 ME), eleito melhor jogador do Mundial2026, Karim Adeyemi (ex-Borussia Dortmund, 22 ME) e Gabriel Jesus (ex-Arsenal, 10 ME).

O português João Cancelo (ex-Al Hilal) rumou em definitivo aos catalães, que libertaram Robert Lewandowski (Chicago Fire), Marcus Rashford, de regresso ao Manchester United, ou Ronald Araújo, cedido ao Liverpool, e esbarraram na intransigência do Atlético de Madrid sobre Julián Álvarez.

Já sem Antoine Griezmann (Orlando City), melhor marcador da história do clube, os ‘colchoneros’ juntaram as aquisições de Morten Hjulmand, ex-capitão do Sporting, por 40 ME, Kang-in Lee (ex-Paris Saint-Germain, 35 ME), Cristian Romero (ex-Tottenham, 33 ME) e Álex Grimaldo (ex-Bayer Leverkusen, 15 ME) ao empréstimo de Jonathan David (ex-Juventus).

Em Itália, o AC Milan adicionou o português Gonçalo Ramos (ex-PSG, 74 ME), Diego Moreira (ex-Estrasburgo, 50 ME) e Mario Gila (ex-Lazio, 30 ME) e resgatou Yunus Musah (ex-Atalanta), Alphadjo Cissé (ex-Catanzaro) e Samuel Chukwueze (ex-Fulham), enquanto o luso Rafael Leão (Galatasaray, 38 ME) gerou a maior venda da equipa de Ruben Amorim.

À Juventus chegaram Lois Openda (ex-Leipzig, 42,75 ME), cedido depois ao Lyon, Randal Kolo Muani (ex-PSG, 41,2 ME), Kerim Alajbegović (ex-Leverkusen, 32 ME), Jhon Lucumí (ex-Bolonha, 20,1 ME) e Zeki Çelik (ex-Roma), bem como os emprestados Guglielmo Vicario (ex-Tottenham) e Nick Woltemade (ex-Newcastle).

O campeão italiano Inter Milão recebeu John Stones (ex-Manchester City) sem custos e gastou 101 ME entre Djed Spence (ex-Tottenham, 30 ME), Curtis Jones (ex-Liverpool, 30 ME), Aleksandar Stanković (ex-Club Brugge, 23 ME), Manuel Akanji (ex-City, 15 ME) e Ivan Provedel (ex-Lazio, três ME).

Yann Sommer (Brugge) deixou o Inter, assim como Michele Di Gregorio (Bournemouth) saiu da Juventus, ainda que emprestado, num defeso em que Santiago Castro (ex-Bolonha, 36 ME), Donyell Malen (ex-Aston Villa, 25 ME) e o luso Rodrigo Mora (ex-FC Porto, 25 ME) ingressaram na Roma.

A exemplo de Akanji e Malen nos rivais, o Nápoles acionou as cláusulas sobre Rasmus Hojlund (ex-Manchester United, 44 ME), Alisson Santos (ex-Sporting, 16,5 ME) e Vanja Milinković-Savić (ex-Torino, seis ME) e captou o cedido Benoit Badiashile (ex-Chelsea) e o regressado Noa Lang (ex-Galatasaray).

A Liga alemã situou-se entre as congéneres de Itália e Espanha, com 781,8 ME, dos quais 157 ME vieram do Bayer Leverkusen, novo clube de Guéla Doué (ex-Estrasburgo, 30 ME), do português Afonso Moreira (ex-Lyon, 29,5 ME), Moussa Diaby (ex-Al Ittihad, 28 ME) e Miguel Gutiérrez (ex-Nápoles, 26 ME).

Konstantinos Karetsas (ex-Genk, 30 ME), Giannis Konstantelias (ex-PAOK Salónica, 26 ME), Joey Veerman (ex-PSV Eindhoven, 22 ME) e Joane Gadou (ex-Salzburgo, 19,5 ME) perfizeram a maioria dos 108,5 ME do Borussia Dortmund, ao qual se juntou também Ethan Nwaneri (ex-Arsenal), por empréstimo, em sentido inverso à despedida de Julian Brandt (Ajax).

Leon Goretzka (Aston Villa) e os lusos Raphaël Guerreiro e João Palhinha (Benfica, 14 ME) abandonaram o bicampeão germânico Bayern Munique, que investiu quase a totalidade dos 106,95 ME em Nathaniel Brown (ex-Eintracht Frankfurt, 50 ME) e Ismael Saibari (ex-PSV, 50 ME).

Em França, a despesa global foi de 600,1 ME e o pentacampeão nacional e bicampeão europeu PSG pagou 152 ME por Maghnes Akliouche (ex-Mónaco, 50 ME), Ferran Torres (ex-FC Barcelona 48,5 ME), Mika Godts (ex-Ajax, 45 ME) ou Lucas Digne (ex-Aston Villa, sete ME), mas fez a sua venda mais avultada de sempre com Bradley Barcola (Liverpool, 125 ME) e teve o maior excedente mundial, de 182,3 ME, após receitas de 334,3 ME.

Nos mercados periféricos, Crysencio Summerville (Al Hilal, 64,5 ME), Tijjani Reijnders (Al Qadsiah, 61 ME) e Ollie Watkins (Al Hilal, 58,4 ME), todos oriundos de Inglaterra, estiveram nos maiores negócios na Arábia Saudita.

Mason Greenwood (Fenerbahçe, 39 ME), Leandro Trossard (Besiktas, 19 ME), Mohamed Salah (Trabzonspor), Romelu Lukaku (Fenerbahçe, seis ME) e Dusan Vlahović (Besiktas) agitaram a Turquia, a par de Rafael Leão.

 

 

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