“Negro de me***”. Ex-Chaves denuncia racismo e Di María pede calma

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Rosario Central e Corinthians não foram, na madrugada de quinta para sexta-feira, além de um empate sem golos, em encontro a contar para a primeira mão dos oitavos de final da Taça Libertadores, disputado no Estadio Dr. Lisandro de la Torre (mais conhecido por Gigante de Arroyito), que ficou ‘manchado’ por um episódio de racismo.

À passagem dos 66 minutos, o guarda-redes da formação brasileira, Hugo Souza (que alinhou ao serviço do Desportivo de Chaves, na temporada desportiva de 2023/24), chamou o árbitro uruguaio Andrés Matonte para o alertar para alegados insultos racistas de que estaria a ser alvo por parte de adeptos argentinos.

O juiz imediato levantou de imediato os braços e cruzou-os, ativando o protocolo antirracismo previsto pela FIFA e interrompendo de imediato a partida. Ángel di María, capitão da equipa ‘da casa’ com passado no Benfica, dirigiu-se, então, às bancadas, na tentativa de serenar os ânimos, e, instantes depois, a bola voltou a rolar.

Mais tarde, aos 80 minutos, Andrés Matonte voltaria a estar no centro das atenções, desta feita, ao exibir o segundo cartão amarelo e respetivo vermelho a Allan, devido a uma entrada dura cometida sobre Federico Navarro, no meio-campo, deixando os paulistas reduzidos a dez unidades, para a reta final do jogo.

Corinthians e Rosario Central voltam a encontrar-se já na próxima sexta-feira, pelas 01h30 (hora de Portugal Continental), desta feita, na Neo Química Arena. O vencedor da eliminatória já sabe, de resto, que, na próxima fase, irá medir forças com Estudiantes ou Universidad Católica (que registaram um nulo, no primeiro embate).

“É o jogo todo a chamar macaco, mono, negro de me***…”

Após o apito final, o próprio Hugo Souza fez questão de comparecer na zona de entrevistas rápidas da estação televisiva brasileira ESPN, para explicar o suposto caso de racismo por que passou: “Infelizmente, sempre que vimos cá é assim, durante o jogo todo. Parece uma coisa comum, que não pode ser”.

“É o jogo todo a chamar macaco, mono, negro de me***… Isso é uma coisa que acontece frequentemente, aqui. A única atitude que posso ter é comunicar ao juiz, porque, infelizmente, é algo que acontece com frequência, aqui. O que temos de fazer é tentar manter a cabeça no jogo e torcer para que, um dia, isso mude”, afirmou.

Já o Corinthians, emitiu, através das plataformas oficiais, um comunicado no qual repudiou “veementemente” e lamentou “mais um episódio de racismo no futebol”: “O clube cobrará uma investigação que resulte na identificação e punição apropriadas dos adeptos que cometeram tais atos. É revoltante estarmos, mais uma vez, a presencias cenas como esta, que não representam o que é o futebol”.

O ponto da situação na Taça Libertadores

A primeira mão dos oitavos da Taça Libertadores terminou, assim, com um pleno de… empates, no Rosario Central-Corinthians, no Fluminense-Independiente Rivadavia (ambos a ‘zeros’), no Estudiantes-Universidad Católica, no Cruzeiro-Flamengo, no Mirassol-LDU Quito, no Palmeiras-Cerro Porteño e no Platente-Coquimbo Unido (todos a uma bola).

De fora desta equação fica o Tolima-Independiente del Valle, que foi adiado para as 01h30 da próxima quarta-feira, devido ao terremoto que abalou a Colômbia, no início da semana.

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