Ezequiel Marcelo Garay González, mais conhecido como Garay no mundo do futebol, foi um dos defesas centrais mais imponentes que passou pela I Liga e pelo Benfica nos últimos anos e a fazer um percurso pouco comum para ser reforço das águias. Mas já lá iremos.
Nascido a 10 de outubro de 1986, era mais um miúdo de Rosario, na Argentina, que queria ser profissional de futebol. E começou o seu caminho numa ‘fábrica’ que acabou por dar ao desporto rei um dos melhores de todos os tempos – Lionel Messi.
Foi, portanto, no Newell’s Old Boys que deu os primeiros passos, indo desde os sub-13 até à equipa principal em oito anos, com a estreia no máximo escalão a surgir em 2005, assumindo um lugar nesse conjunto na temporada seguinte, onde conquistou um passo que muitos sonham no seu país.
Depois de mais 12 encontros com a camisola do seu clube de formação, Garay rumou ao campeonato espanhol para representar o Racing Santander, com apenas 20 anos de idade, em 2005/06, tendo logo oportunidades.
Ezequiel Garay na apresentação do Racing Santander© Getty Images
A sua segunda temporada foi algo de extraordinário, sendo o segundo melhor marcador da equipa espanhola, com nove golos marcados em 32 jogos, com apenas o ponta de lança Nikola Zigic a superar o defesa argentino.
Além da veia goleadora, Garay tinha ainda uma presença defensiva muito importante, que acabou por levar o Racing Santander à Taça UEFA, depois de um sexto lugar em 2007/08 conjugado com uma meia final da Taça do Rei.
Ezequiel Garay em ação pelo Racing Santander frente ao Barcelona, a marcar Samuel Eto’o© Getty Images
O jogador ainda ficou mais uma temporada no clube, mas despertou o interesse do Real Madrid, que esbanjou uma pequena fortuna na sua contratação, dando 10 milhões de euros ao Racing para contratar o argentino, que na altura tinha acabado de se sagrar campeão olímpico com a Argentina, em Pequim2008.
Seguiram-se dois anos de aprendizagem com os melhores do mundo no Real Madrid, incluindo nomes como Raúl Albiol, Sergio Ramos e ainda Pepe, com quem partilhou balneário.
Garay ao serviço do Real Madrid© Getty Images
Mas depois de uma época com apenas oito partidas disputadas, acabou por convergir com os merengues a sua saída, com o destino a ser… Portugal.
O já experiente defesa central chegava com rótulo de craque ao Benfica, que pagou 5,5 milhões de euros para o recrutar ao Real Madrid, naquele que era um percurso inverso ao que costumava acontecer, visto que o clube espanhol comprava muito no campeonato português.
Garay agradece apoio dos adeptos na Liga Europa em que o Benfica chegou à final© Getty Images
Em três anos de Benfica, Garay acabou por vencer uma I Liga, um Taça de Portugal e duas Taças da Liga, com as duas finais da Liga Europa perdidas frente ao Chelsea e ao Sevilla de forma consecutiva a culminarem com o fim do percurso na equipa encarnada.
Seguiu-se uma viagem para este, com a Rússia a ser o ponto de encontro, já que o Zenit já tinha contratado Javi García e Axel Witsel ao Benfica, com o argentino a seguir caminho por seis milhões de euros.
Garay esteve duas temporadas no futebol russo© Getty Images
Lá venceu tudo o que havia para conquistar, com um troféu de cada ‘nação’ para a contagem pessoal de títulos.
Mas acabou por voltar a Espanha para terminar a carreira, ainda que tenha feito quatro temporadas ao serviço do Valencia, onde foi uma das partes importantes das equipas do conjunto valenciano, de 2016/17 – quando foi contratado por 24 milhões de euros – até 2019/20, quando acabou a carreira, com 34 anos de idade, muito fruto do calvário de três anos de lesões que o deixaram incapacitado para continuar ao mais alto nível.
O Valencia foi o último clube da carreira de Ezequiel Garay© Getty Images
E agora, Garay?
Após a aventura no futebol profissional, o jogador mudou-se para Madrid e, recentemente, fundou a Padel G24, uma academia desta modalidade, que passou a ser a paixão do argentino, que é bastante ativo nas redes sociais no que toca a este novo projeto que já conta com um ano e meio de existência.
Todas as semanas o Desporto ao Minuto apresenta-lhe uma nova edição da rubrica ‘O que é feito de…?’, que pretende recordar o percurso de algumas personalidades do mundo futebolístico que acabaram por cair no esquecimento.