O Rio Ave não poupou, esta segunda-feira, nas críticas tecidas à atuação de Gustavo Correia, na crónica dedicada ao encontro da jornada inaugural da nova temporada desportiva de 2026/27 da I Liga, que culminou numa derrota diante do Gil Vicente, por 1-0, na deslocação ao Estádio Cidade de Barcelos.
O árbitro da Associação de Futebol do Porto teve uma noite de domingo particularmente ativa, em especial, na segunda parte, a qual começou com o cartão vermelho direto exibido a Andreas Ntoi, por falta sobre Santi García, e terminou com a grande penalidade assinalada por mão na bola de Nelson Abbey, que Héctor Hernández acabaria por converter.
Na opinião dos vila-condenses, o jogo ficou “marcado por várias decisões controversas da equipa de arbitragem que condicionaram o desenrolar da partida”, a primeira das quais “aos 23 minutos, quando Ryan Guilherme foi obrigado a abandonar o terreno de jogo lesionado, na sequência de uma entrada displicente de um jogador do Gil Vicente”.
“Apesar da intensidade do lance e das consequências para o jogador rioavista, a jogada não foi alvo de qualquer análise pelo VAR e não foi exibido qualquer cartão ao atleta da equipa da casa. Já perto do intervalo, aos 43 minutos, nova decisão gerou dúvidas. Tamble caiu dentro da área do Gil Vicente após um contacto com Buatu, num lance em que o avançado rioavista reclamou falta. O árbitro da partida mandou seguir e o VAR não interveio”, pode ler-se.
“No regresso dos balneários, aos 47 minutos, o Rio Ave FC ficou reduzido a dez jogadores. Ntoi foi expulso na sequência de um lance com Héctor, com o árbitro a considerar que a intervenção do jogador grego justificava o cartão vermelho. Apesar das contrariedades, a equipa rioavista procurou reagir e manter-se na discussão do resultado, mas acabaria por não conseguir evitar a derrota pela margem mínima”, completa.
Neste duelo, Gustavo Correia teve como assistentes Luciano Maia e Andreia Sousa, e como quarto árbitro João Afonso. Na Cidade do Futebol, em Oeiras, Luís Ferreira esteve aos comandos das operações do VAR, auxiliado por Leonel Ferreira.
“Estava no tablet a ver o Ocean’s Eleven, não vi o jogo”
As queixas do Rio Ave seguem-se à curiosa tirada deixada pelo próprio treinador, Sotiris Silaidopoulos, quando, na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, foi questionado sobre a expulsão de Andreas Ntoi: “Eu estava no tablet a ver o Ocean’s Eleven, não vi o jogo, só o filme. A atitude e a personalidade estiveram lá, a maneira como jogámos faz-nos sentir que estamos no caminho certo”.
O grego referia-se ao popular filme de Hollywood datado de 2001, cujo enredo gira em torno de Danny Ocean, homem que, depois de deixar a penitenciária de New Jersey, reúne uma equipa de onze especialistas com o objetivo de assaltar três casinos de Las Vegas numa única noite, restando, agora, perceber ao certo se as palavras terão algo a ver com aquilo que se passou, dentro das quatro linhas.
