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  • A derrota que levou Guardiola a anunciar o divórcio: “Perdemos a paixão”

    A derrota que levou Guardiola a anunciar o divórcio: “Perdemos a paixão”

    O documentário “A Beautiful Obsession”, da Prime Video, conta com várias revelações sobre os últimos anos de Pep Guardiola no Manchester City, tanto a nível desportivo como a nível pessoal. A dada altura, em dezembro de 2024, o treinador catalão anunciou aos jogadores que se tinha divorciado, logo após a derrota na visita à Juventus. 

    “Rapazes, quero confessar-vos uma coisa. Estou divorciado da mulher mais bonita do vosso planeta, a minha mulher, a minha ex-mulher. Amo-a de uma forma incrível, mas perdemos a paixão. Por muitas razões, perdemos a paixão”, começou por dizer Guardiola, no balneário. 

    “Amo-a? Sim, absolutamente. Ela ama-me? Sim. Mas perdemos a paixão. Como é que se joga futebol? Jogamos com base em algo que temos cá dentro. Onde está a paixão? Na vida, seja o que for que vão fazer, façam-no com paixão. Eu não quero bons jogadores, quero jogadores com paixão”, vincou. 

    Mais tarde, e após uma nova derrota, desta vez frente ao Bayer Leverkusen, em novembro de 2025, Guardiola voltou a tocar no tema, admitindo estar “exausto”.

    “Eu trabalho para vocês e abdico da minha vida, do meu divórcio e da minha família, que está longe, de tudo, por vocês. E o que é que me dão em troca? A exibição que fizeram, todos vocês… É uma vergonha, rapazes. Quando vejo isto, fico exausto, completamente esgotado, e apetece-me desistir. Quando jogam assim, sinto-me sozinho”, lamentou. 

    A dor de fazer partir De Bruyne… 

    No verão de 2025, o Manchester City tomou a decisão de fazer sair Kevin de Bruyne. Pep Guardiola não esconde que se tratou de um dos momentos mais complicados que viveu na gestão do plantel, uma vez que do outro lado estava um jogador pelo qual tem “um grande carinho”. 

    “Isto mata-me… Sem o Kevin, aquele período… esqueçam. Ele estava aqui [no escritório] a chorar. Meu Deus. Tenho muito carinho por aquele jogador. Vivemos coisas incríveis juntos. Depois, temos de ser mais frios”, lembrou. 

    Já o diretor-executivo do Manchester City, Ferran Soriano, revelou que a opção de apostar em Rayan Cherki, que estava no Lyon, não foi consensual. 

    “As informações que tínhamos sobre o Cherki não eram muito positivas, vou ser muito honesto. Toda a gente conhecia as suas capacidades, mas havia a ideia de que era caótico”, atirou Soriano. 

    …e a discussão com Walker 

    O mesmo documentário revela ainda uma discussão acalorada entre Pep Guardiola e Kyle Walker, em dezembro de 2024, depois de uma derrota frente ao Arsenal. O então capitão do City ‘explodiu’ após ser apontado como um dos responsáveis pelo desaire. 

    “Continuas a dizer o meu nome em todas as reuniões e em tudo quanto é situação. Em todas as malditas reuniões, é o meu nome”, contestou Walker. 

    Guardiola respondeu de imediato: “Talvez porque és o capitão.”

    “Tu não querias que eu fosse capitão. Perdi a bola e, de alguma forma, acabas por trazer o meu nome para a conversa”, exclamou o defesa inglês. 

    Haaland também visado

    Outro dos focos de maior tensão aconteceu com Erling Haaland, ao intervalo da final da Taça de Inglaterra. 

    “Estás cansado?”, gritou Guardiola, ouvindo. Haaland responde que não.

    “Então porque é que não lutas pela bola como fizeste com o [William] Saliba e com todos os outros jogadores, numa maldita final? Se estás cansado, diz-me agora. Deixei seis jogadores de fora. Seis jogadores que me envergonho de ter deixado de fora. Onde está a tua qualidade? Movimentos nas costas da defesa? Na área? Vá lá! Eu amo-te na mesma, Erling, como um pai. Amo-te na mesma. Mas não é disso que se trata. Mostra-me que queres ganhar”, vincou Guardiola.