Categoria: Óbito

  • Morreu Jorge Messi, pai de Lionel Messi, após doença prolongada

    Morreu Jorge Messi, pai de Lionel Messi, após doença prolongada

    A família Messi está de luto. Jorge Messi, pai do jogador Lionel Messi, morreu nesta madrugada de sábado, depois de ter estado a lutar contra uma doença prolongada. A notícia foi avançada pelo portal argentino Infobae e confirmada pelo Newell’s Old Boys, clube de formação do astro argentino.

    A morte aconteceu por volta das 22h00 locais, numa clínica na cidade de Rosario, com Jorge Messi a não sobreviver aos 68 anos. Jorge foi um dos principais pilares da carreira futebolística do filho, tendo lutado para que Leo tivesse a oportunidade de ter o tratamento necessário quando ainda estava nas camadas jovens do Newell’s Old Boys, seguindo o jovem talento para Barcelona para acompanhar a jornada europeia, enquanto a sua mulher cuidava da restante família na Argentina.

    Em 2007, Leo Messi não escondeu a gratidão que sentia pelo seu pai e por tudo o que tinha feito por ele: “O meu pai esteve sempre ao meu lado. Passámos por muitas situações difíceis. Às vezes, eu fechava-me no quarto a chorar sozinho, ou ele fazia o mesmo, sem que eu o visse. Fingíamos que estávamos bem, mas na verdade estávamos mal. O meu pai perguntou-me: ‘O que queres fazer? Queres continuar ou voltamos para casa?’ Eu quis continuar e ele ficou comigo”, referiu então, à Radio Del Plata.

    Newell’s Old Boys confirmou a notícia

    “O Club Atlético Newell’s Old Boys despede-se com profunda dor e pesar de Jorge Messi, que faleceu aos 68 anos de idade na cidade de Rosário. Reconhecido adepto do Newell’s, empresário e pai do capitão da seleção argentina, Lionel Andrés Messi. Jorge foi o pilar e a pessoa que, com visão, rigor e carinho, sustentou a carreira do melhor jogador de todos os tempos, ao lado da sua esposa, Celia Cuccittini.

    O seu apoio constante e a sua liderança nos bastidores foram fundamentais para apoiar cada passo de Lionel, desde os seus primórdios em Malvinas até à glória máxima do futebol mundial. Obrigado por lhe ter ensinado a amar estas cores.

    A Direção, os sócios, os desportistas e toda a família «leprosa» abraçam com carinho a Celia, o Lionel, o Rodrigo, o Matías e a María Sol, bem como todos os seus entes queridos e próximos, neste momento difícil. Até sempre, ‘leproso’.”

    Messi já tinha dado a entender que algo não estava bem

    O futebolista Lionel Messi assumiu na terça-feira ter enfrentado momentos complicados antes de igualar o alemão Miroslav Klose como melhor marcador da história dos Mundiais, anotando três golos na vitória da Argentina sobre a Argélia (3-0).

    “Trata-se de uma questão completamente alheia ao desporto. Passei por alguns dias difíceis, mas estou grato a toda a comitiva e aos meus companheiros de equipa, porque estiveram sempre ao meu lado e deram-me muita força para superar isso”, admitiu aos jornalistas o avançado e capitão, no fim do jogo da jornada inaugural do Grupo J do Mundial2026, disputado no Estádio Arrowhead, em Kansas City, nos Estados Unidos.

    “Quando era criança, jamais imaginei viver tudo o que passei. Isto é uma bênção. Conquistei tudo e mais alguma coisa e estou a desfrutar muito de um grupo maravilhoso, sentindo-me bem em campo, como sempre gostei”, salientou o recordista de Bolas de Ouro (oito), a uma semana de celebrar 39 anos e já depois de ter debelado uma lesão recente na coxa esquerda.

    “Adoro jogar futebol, é minha paixão desde pequeno. Quando estou bem, dou o máximo. Temos visto a série do Rafael Nadal e identifico-me muito. Somos parecidos nisso: quero dar sempre o meu melhor e sentir-me bem. É assim que aproveito”, notou, em alusão ao recém-lançado documentário sobre o antigo tenista espanhol, vencedor de 22 torneios do Grand Slam.

    “Felizmente, sinto-me bem e conseguimos vencer. É importante começar a ganhar, porque o primeiro encontro nunca é fácil e tivemos um adversário difícil pela frente. A primeira parte custou-nos bastante, mas, depois, fizemos a diferença. O nosso grupo está mais unido do que nunca e forte. Competimos, queremos mais e vamos lutar. A competição é acirrada, todas as equipas estão bem preparadas e os jogos serão dinâmicos e intensos”, analisou o futebolista mais velho a marcar três tentos num duelo na prova.

    [Notícia atualizada às 15h26]

  • Jogador de 27 anos morre após assalto violento e deixa Uganda em choque

    Jogador de 27 anos morre após assalto violento e deixa Uganda em choque

    O Uganda está de luto pela morte de David Owori, jogador de 27 anos que foi alvo de um assalto violento perto da sua residência em Makindye, Kampala. A notícia do óbito foi confirmada pelo SC Villa em comunicado emitido na quarta-feira, no qual também reclama justiça, pedindo às autoridades que não olhem a esforços para encontrar os agressores. 

    “O SC Villa Football Club está devastado por confirmar a morte do seu capitão, David Owori, na sequência de um ataque brutal perpetrado por indivíduos desconhecidos”, pode ler-se na nota oficial, que prossegue. 

    “O clube manifesta as suas condolências à família de David, aos seus companheiros de equipa, amigos, adeptos e a toda a comunidade do futebol neste momento de profunda dor. David foi um jogador, líder e servidor do futebol de enorme valor, cuja perda é profundamente sentida tanto pelo clube como por toda a nação”, frisa.

    “O SC Villa compromete-se a apoiar a família e a garantir que David tenha uma despedida digna. Apelamos igualmente às autoridades de segurança e às forças de investigação para que atuem com urgência na identificação, captura e responsabilização dos autores deste crime hediondo. Este ato sem sentido privou o clube e o país de um capitão dedicado e de um promissor desportista, e não pode ficar impune“, exclama o SC Villa. 

    As circunstâncias da morte

    Entretanto, Asan Kasingye, porta-voz do SC Villa, detalhou os acontecimentos que levaram à morte de Owori, em declarações reproduzidas pelo jornal local Daily Monitor

    O jogador foi emboscado por um grupo de criminosos por volta das 20h00, quando se aproximava de casa, sofrendo ferimentos que colocaram a sua vida em risco, antes de ser transportado de urgência para uma unidade hospitalar“, afirmou Kasingye.

    O mesmo jornal do Uganda sublinha, ainda, que a morte do capitão do SC Villa expõe o “preocupante aumento da criminalidade urbana em Kampala e nas áreas circundantes, onde atletas, figuras públicas e cidadãos comuns têm sido cada vez mais vítimas de gangues violentos e de assaltos a residências”.

    Refira-se que David Owori, natural de Tororo, vestiu as camisolas de Vipers, Proline FC e SC Villa no Uganda, mas também contou com experiências no futebol europeu, passando pelo Vélez CF, de Espanha, e o Utsiktens, da Suécia. 

    Atualmente desempenhava funções de capitão no SC Villa, clube com o qual tinha assinado, recentemente, um novo contrato válido até 2027. Owori também estava a ser presença regular na seleção do Uganda. No último sábado havia estado dentro de campo, liderando o SC Villa no empate frente ao Marroons FC (1-1). 

    A morte de Owori está a provocar um sentimento de revolta no Uganda, mas também está a ser motivo de fairplay entre clubes rivais, que se uniram à dor do SC Villa. Nos próximos dias, o clube do malogrado jogador vai anunciar as datas das cerimónias fúnebres.