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  • Maradona tinha “sinais de insuficiência cardíaca” dias antes de morrer

    Maradona tinha “sinais de insuficiência cardíaca” dias antes de morrer

    “Edema nos membros inferiores, micção excessiva, ressonar, falta de ar, sinais de hipertensão e taquicardia são todos sinais de alerta compatíveis com insuficiência cardíaca que deveriam ter sido tratados”, afirmou o patologista forense Carlos Mauricio Cassinelli.

    Segundo o ex-diretor de Medicina Legal da Polícia Científica da Argentina, um dos sinais de alerta mais evidente, e que foi ignorado, era o inchaço excessivo apresentado por Maradona.

    “Esta acumulação de líquido era um sinal secundário de insuficiência cardíaca. O coração não consegue bombear a quantidade de sangue que recebe, e o líquido começa a espalhar-se para outras partes do corpo”, explicou o especialista.

    Cassinelli coordenou uma junta médica criada em 2021 a pedido da justiça argentina para avaliar as circunstâncias da morte de Maradona.

    Segundo a testemunha, esta junta teve acesso a todos os registos médicos do doente, tendo o relatório sido “um trabalho colaborativo” em que mais de vinte profissionais de diferentes especialidades chegaram a um consenso.

    O perito salientou que “não havia médico responsável pelo acompanhamento do doente”, embora o neurocirurgião Leopoldo Luque e a psiquiatra Agustina Cosachov, ambos arguidos, “constassem como responsáveis pelos cuidados domiciliários” a que Maradona foi sujeito de 11 a 25 de novembro de 2020, pouco antes da sua morte.

    O responsável acusou os médicos de ignorarem os sinais de alerta de que tinham conhecimento, como revelado em mensagens de texto e áudio durante o julgamento.

    “No mínimo, deveriam ter tido uma consulta presencial para avaliar estes sintomas, uma consulta com um especialista em medicina interna ou um cardiologista, ou até mesmo interná-lo num hospital para um diagnóstico adequado”, vincou.

    E acrescentou: “Um doente com uma cardiomiopatia dilatada devido ao consumo de cocaína nunca mais terá um coração normal. A insuficiência cardíaca pode ser compensada, mas todos concordamos que deveria ter continuado a tomar a medicação para esta condição crónica”.

    De acordo com o testemunho de dois médicos que o trataram numa clínica privada antes da sua morte, Maradona deixou de tomar a medicação para a hipertensão pouco antes de falecer.

    Cassinelli disse que está convencido que “os médicos desconheciam, ou não se familiarizaram, com todo o historial clínico do paciente”, que morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, devido a uma paragem cardiorrespiratória na sua casa em Tigre, na Argentina.

    Além de Luque e Cosachov, estão também a ser julgados neste processo Nancy Forlini (médica e coordenadora de cuidados domiciliários na Swiss Medical), Carlos Díaz (psicanalista), Pedro Di Spagna (médico), Mariano Perroni (coordenador de enfermagem), e Ricardo Almirón (enfermeiro), todos acusados de crime de homicídio simples com intenção.

  • Omar Artan sobre Supertaça: “Tive sorte, mas trabalhei para chegar aqui”

    Omar Artan sobre Supertaça: “Tive sorte, mas trabalhei para chegar aqui”

    “Tive sorte, mas trabalhei muito para chegar até aqui e estou realmente orgulhoso”, disse, ao site da UEFA, o ‘juíz’ de 34 anos, que na quarta-feira vai arbitrar o desafio entre o Paris Saint-Germain e o Aston Villa, em Salzburgo, na Áustria.

    A oportunidade surge depois do árbitro africano ter visto frustrado o sonho de estar no Mundial2026, após lhe ter sido negada a entrada nos Estados Unidos, onde integraria o painel de eleitos pela FIFA para dirigir o torneio.

    O Departamento de Estado norte-americano justificou a barragem do árbitro com “ligações a indivíduos suspeitos de pertencerem a organizações terroristas”, alegações que causaram ampla indignação. Paralelamente, o presidente Donald Trump tem sido reincidente em declarações depreciativas quanto à comunidade somali — chegou a chamar-lhes “lixo” – além de ter bombardeado o país.

    Grato pelo apoio que recebeu “de todo o mundo”, Omar Artan assumiu que foi “um período muito difícil” para si: “Muitas pessoas têm compaixão por mim, porque quando alguém trabalha muitos anos para fazer algo, e depois não o pode fazer, é muito desafiante. No entanto, agradeço muito o apoio que recebi em todo o mundo. Estou muito grato”.

    Em 2025, Omar Artan tornou-se o primeiro do seu país a arbitrar uma final da Liga dos Campeões da Confederação Africana de Futebol (CAF) e foi distinguido com o prémio de Melhor Árbitro Masculino do Ano da CAF, um ano depois de ter sido pioneiro na sua nação ao participar na fase final da Taça das Nações Africanas.

    Omar Artan, que cresceu num contexto “difícil” depois do pai ter falecido quando era anda jovem, revelou que esse infortúnio não o impediu de seguir os seus “sonhos”, um dos quais integrar a lista de árbitros internacionais da FIFA, em 2018.

    “Como podem imaginar, cresci numa situação difícil, mas isso não me impediu de perseguir os meus sonhos”, vincou.

    Reconhece que o “apoio e reconhecimento” da CAF tem sido fundamental no seu percurso — “sem eles, isto não teria sido possível” -, numa oportunidade integrada igualmente num protocolo desta entidade com a UEFA, que visa uma maior cooperação entre as entidades.

    “Esta é uma grande honra para Omar Artan e para os árbitros africanos. É um excelente exemplo de como o futebol aproxima e une as pessoas”, regozijou-se o presidente da CAF, Patrice Motsepe.

    O somali que tem ultrapassado todo o tipo de dificuldades ao longo da vida também dirigiu o jogo de atribuição do terceiro lugar do Mundial Sub-20 da FIFA, no Chile2025.

  • Reunião à vista? Neymar apontado a destino surpreendente: “Se acontecer…”

    Reunião à vista? Neymar apontado a destino surpreendente: “Se acontecer…”

    O futuro de Neymar enquanto jogador do Santos está no ‘limbo’, mas já há quem diga que sabe onde o internacional brasileiro pode parar no final da presente época de 2026, no Brasil.

    Felipe Melo, através do seu canal de YouTube FMTV, acabou por revelar os contornos de uma conversa que teve com um amigo sobre este tema e avançou com uma possibilidade que iria parar as redes sociais.

    “Falei com um amigo meu que já me tinha dado algumas notícias sobre o Santos. Ele disse-me que o Neymar vai jogar em Miami. A partir de janeiro, o Neymar vai para Miami”, começou por dizer o antigo médio defensivo canarinho.

    “Se isso acontecer, fui o primeiro a dar a notícia aqui. Vamos esperar para ver o que acontece”, completou, mostrando alguma confiança na fonte que estava a citar.

    Caso se verifique esta transferência, poderemos ter uma versão mais experiente e madura do famoso trio MSN que brilhou nos tempos do Barcelona, formado por Lionel Messi, Luis Suárez e Neymar, ainda que não seja previsto que façam o mesmo número de golos na MLS em 2027.

    A mudança só deverá acontecer nessa altura dado que o contrato do camisola 10 e capitão do Santos só termina a 31 de dezembro de 2026, não estando nas cartas uma nova renovação do vínculo com o clube que o formou para o futebol mundial.

    De recordar que, desde que voltou ao emblema do peixe, Neymar realizou 47 partidas ao longo de uma temporada e meia, até ao momento, ultrapassando alguns momentos de problemas físicos pelo caminho. No total, fez 19 golos e ainda nove assistências no regresso a casa.

    Reforma à vista ou viagem para Miami?

    O avançado brasileiro Neymar voltou a admitir que poderá terminar a carreira depois de dezembro, mês em que acaba o contrato com os brasileiros do Santos.

    Em entrevista ao seu próprio canal no YouTube, durante a sua participação no seu leilão solidário, o internacional pelo Brasil disse que vai pensar no seu destino para 2027, não escondendo que a retirada do futebol poderá mesmo ser uma hipótese.

    “Não sei quanto tempo. Não penso em parar, nem sei até quando vou. Tenho contrato até dezembro com o Santos. Pretendo cumprir o contrato, honrar a camisola do Santos da melhor maneira possível e, depois, vou pensar quando acabar o meu contrato se continuo no Santos, se saio, se vou embora, se paro de jogar ou se continuo. Na verdade, não sei o que vou fazer. Até dezembro há chão, mas vamos pouco a pouco, jogo a jogo, estou a sentir-me bem fisicamente. É isso que importa”, afirmou o avançado.

  • João Costa apresentado no Cruzeiro com o número 67: “É para farmar aura…”

    João Costa apresentado no Cruzeiro com o número 67: “É para farmar aura…”

    Esta segunda-feira, João Costa foi apresentado como novo reforço do Cruzeiro para o que ainda falta da temporada 2026, onde será comandado por Artur Jorge. Mas o momento que ficou viral foi a justificação do novo número da camisola, que soltou várias gargalhadas na sala de imprensa.

    “Número 67? É para farmar aura [risos]. Não, mas muitos não sabem que este é um número especial para mim, onde me pude estrear no profissional e fazer golo, abrindo as portas para mim no futebol”, começou por explicar o jogador brasileiro.

    “Tenho até tatuado esse número na minha perna, para quem não sabe, então não foi para nada disso de farmar aura e assim, porque é um momento especial que estou a viver ao poder vestir a camisola do Cruzeiro e queria que isso coincidisse”, completou o novo reforço de Artur Jorge.

    Se não souber o que significa esta expressão, passa muito por confiança, frieza, mistério e uma presença imponente, geralmente resultando de uma pose estilosa, gesto ou comportamento repetido.

  • FIFA já conta votos. Quem apoia Infantino, quem se opõe e os indecisos

    FIFA já conta votos. Quem apoia Infantino, quem se opõe e os indecisos

    As eleições para a presidência da FIFA estão agendadas para o próximo dia 18 de março de 2027, e prometem ser mais imprevisíveis do que nunca, por conta da maneira como a (fracassada) proposta da FIFA Forward Enterprise (FFE), subsidiária que teria como objetivo gerir os direitos comerciais de provas como o Campeonato do Mundo junto de investidores privados, dividiu por completo o futebol internacional.

    Para já, Gianni Infantino surge como o único candidato assumido ao cargo. Há menos de um mês, tinha em sua posse mais de 200 cartas de apoio por parte das 210 federações-membro com direito de voto (a do Nepal seria a 211.ª, mas está suspensa, por interferência governamental) e tudo apontava para que concorresse sem oposição. Algo que, no entanto, se afigura, agora, como, no mínimo, improvável.

    O prazo para a apresentação de outras candidaturas termina a 18 de novembro, e, se fosse hoje e o advogado ítalo-suíço tivesse pela frente um opositor único… ‘cairia’, visto que, de acordo com as contas feitas pela estação televisiva britânica BBC Sport, contaria, pelo menos, com 124 votos contra, num sufrágio que, tal como mandam os regulamentos, será decidido com maioria simples.

    Destes 124 votos desfavoráveis, só 16 podem ser dado como certos, visto que partem das Federações de Futebol de Inglaterra, País de Gales, Escócia, Alemanha, Países Baixos, Grécia, Albânia, Sérvia, Roménia, Croácia, Suécia, Noruega, Finlândia, Suíça, República Checa e Jordânia, que já tornaram pública a intenção de voltar atrás no apoio declarado ao atual líder máximo do organismo.

    As restantes 108 ‘negas’ são dadas como presumíveis, por conta das posições públicas tomadas pelas confederações a que pertencem. Mais concretamente, da UEFA (onde se enquadra, por exemplo, Portugal, que ainda não esclareceu ao certo se irá votar contra ou a favor da reeleição de Gianni Infantino), da CONCACAF e da AFC.

    No entanto, nunca podem ser descartados casos de ‘dissidência’, como aquele que diz respeito, por exemplo, à Federação Mexicana de Futebol (FMF), que deixou claro que mantém intacta a confiança em Gianni Infantino, pese embora a CONCACAF, confederação na qual está filiada, lhe tenha virado as costas e, inclusive, ameaçado com um boicote ao Campeonato do Mundo de 2030.

    Infantino tem América do Sul e África do seu lado

    Gianni Infantino mantém, assim, bem vivas as esperanças de vir a ser reconduzido na presidência da FIFA, até porque a CONMEBOL e a CAF já lhe declararam apoio. Individualmente, países como Argentina, Marrocos, Egito, República Democrática do Congo, Libéria ou Indonésia já garantiram mesmo que, apesar das suspeições, pretendem depositar votos em seu nome.

    Feitas as contas, o atual líder máximo do organismo que rege o futebol planetário conta com 19 votos favoráveis garantidos e outros 54 presumíveis, ou seja, no melhor dos cenários, 73 ‘sins’. O cenário não é, de todo, o mais favorável, mas nada está perdido, tendo em conta uma série de circunstâncias que é preciso considerar.

    Por um lado, há 13 federações-membro que ainda não decidiram qual será o respetivo sentido de voto, a grande maioria filiadas na OFC (a Confederação de Futebol da Oceânia, que contempla 11 nações), que fez saber a esta mesma publicação que irá reunir-se, na próxima quinta-feira, para tomar uma decisão final, que será, de seguida, devidamente comunicada.

    A Arábia Saudita, que irá organizar o Mundial de 2034, representa por si só um caso extraordinário, visto que terá eleições para a presidência ainda no presente mês de agosto, e só depois esclarecerá o que pretende fazer ao certo, sendo que esta decisão poderá vir, inclusive, a influenciar o caminho que algumas das federações ‘vizinhas’ irá seguir, daí em diante.

    Além disso, pese embora nomes como o de Nasser Al-Khelaifi, Victor Montagliani ou Shaikh Salman bin Ebrahim Al Khalifa estejam a ser cogitados para fazer frente a Gianni Infantino, nada garante que não surja um terceiro candidato, o que originaria uma dispersão de votos e poderia vir a favorecer Gianni Infantino.

  • Ver Manchester City jogar ao vivo… na cama? Sim, vai mesmo ser possível

    Ver Manchester City jogar ao vivo… na cama? Sim, vai mesmo ser possível

    A popular rede hoteleira Radisson Blu está a ultimar os preparativos para a inauguração do Medlock Hotel, uma unidade especificamente direcionada para os amantes do futebol, dada a proximidade ao Etihad Stadium, a ‘casa’ do Manchester City.

    Aliás, a proximidade é tal que, como comprova um vídeo que já se tornou viral, nas redes sociais, vai permitir-lhe assistir aos jogos da equipa na qual alinham os internacionais portugueses Rúben Dias e Matheus Nunes ao vir, literalmente… a partir da cama.

  • Novo caso. A polémica promessa de Infantino ao México em troca de apoio

    Novo caso. A polémica promessa de Infantino ao México em troca de apoio

    Gianni Infantino terá prometido à Federação Mexicana de Futebol (FMF) que irá ajudá-la a transitar da CONCACAF para a CONMEBOL, caso esta ignore as diversas polémicas que o têm vindo a rodear, ao longo das últimas semanas, e mantenham o apoio à sua recandidatura para a presidência da FIFA.

    Esta ‘bombástica’ notícia é lançada, esta terça-feira, pelo jornalista mexicano Martín del Palacio, que, através das redes sociais, revela que este “é um plano que já leva tempo a formar-se e explica o porquê do apoio irrestrito da FMF ao atual presidente da FIFA”, naquele que é o momento mais delicado desde que assumiu o cargo, em 2016.

    O organismo, pode ler-se, pretende virar costas à CONCACAF, em parte, devido à má relação que mantém com o atual presidente, Victor Montagliani, e que o levou, inclusive, a tornar pública a intenção de não o apoiar no sufrágio para a presidência do mesmo, que estão agendadas para março de 2027.

    Outro dos motivos que levam a que a FMF pretenda trocar a confederação norte-americana pela sul-americana está relacionado com o facto de tal facilitar de sobremaneira o apuramento para o Campeonato do Mundo de 2030, que pode vir a contar com um número recorde de 64 seleções participantes.

    A CONCACAF está a par desta intenção, mas tem-se oposto veementemente à mesma, visto que olha para a seleção mexicana como “a sua galinha dos ovos de ouro”. Uma posição que Gianni Infantino terá prometido procurar suavizar, caso venha a ser reeleito para um novo mandato, que iria de 2027 até 2031.

    México apoia Infantino… à revelia da CONCACAF

    Este desenvolvimento surge escassos dias depois de a Federação Mexicana de Futebol ter tornado pública, em forma de comunicado, a intenção de apoiar a recandidatura de Gianni Infantino à presidência da FIFA, apesar da contestação de este está a ser alvo, sobretudo, por conta da fracassada proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE).

    “A Federação Mexicana de Futebol (FMF) está convencida de que o futebol é o valor fundamental e que a sua melhor defesa recai na institucionalidade e no respeito à governação e aos processos que a resguardam”, pode ler-se na nota partilhada através das plataformas oficiais, na passada sexta-feira.

    “Por isso, a FMF não reconhecerá nem aprovará nenhum processo que se convoca à margem da dita institucionalidade, e remete-se ao comunicado do dia 5 de agosto de 2026, que emitiu o presidente Infantino para, coletivamente, continuar a desenvolver o futebol em benefício das 211 federações-membro”, prossegue.

    “A FMF apoia a liderança do presidente Infantino para continuar a impulsionar o desenvolvimento do futebol através do fortalecimento institucional”, completa, numa missiva que vai totalmente contra a posição assumida pela própria CONCACAF, no final de julho, quando ameaçou com um boicote ao próximo Mundial.

    “A CONCACAF convocou uma reunião com os presidentes das suas 41 federações-membro, juntamente com o seupresidente, membros do Conselho e os seus membros do Conselho da FIFA, para discutir uma proposta desenvolvida e apresentada pelo Presidente da FIFA para criar a ‘FIFA Forward Enterprise’ e vender participações do Campeonato do Mundo da FIFA a investidores privados”, referia.

    “Durante a reunião, os membros expressaram profundas preocupações com a falta de respeito pelos processos devidos que envolvem a proposta, o prazo artificialmente curto imposto e a ausência de qualquer análise ou aprovação por parte dos órgãos de governação relevantes da FIFA”, acrescentava.

    “Além disso, foi questionada a necessidade de investimento por parte de fundos de ‘private equity’ para financiar programas novos e já existentes do FIFA Forward, na sequência do Campeonato do Mundo da FIFA mais rentável da história”, concluía.

  • UEFA revoluciona o VAR: “Isto é futebol, não é PlayStation”

    UEFA revoluciona o VAR: “Isto é futebol, não é PlayStation”

    A UEFA deu um passo que pode revelar-se revolucionário no que ao VAR diz respeito, com o lançamento do Clear Line, portal onde irá realizar partilhas contínuas de imagens, vídeos e textos, com o objetivo expresso de uniformizar, de uma vez por todas, a utilização desta tecnologia em todo o futebol europeu.

    O organismo que rege o desporto-rei no Velho Continente explica que esta plataforma servirá de “videoteca, oferecendo acesso livre sem precedentes à orientação que é dada aos árbitros e aos VARs para os ajudar a aplicar as Leis do Jogo de forma consistente”. No entanto, em entrevista concedida à estação televisiva britânica BBC Sport, Roberto Rosetti sublinhou que vai muito mais além.

    “Apercebemo-nos de que, agora, em todo o lado, não são dadas quaisquer satisfações sobre como o VAR está a impactar o futebol. Por isso, queremos evitar situações microscópicas. O contexto é super importante. Isto é futebol, não é PlayStation. Temos de ser muito, muito cuidadosos. Os árbitros devem ajuizar os jogos. É algo que é importante para o futebol, para situações claras e erros claros”, atirou.

    O responsável de arbitragem da UEFA sublinha que, neste momento, por exemplo, “a perceção sobre o que é uma mão na bola, em Inglaterra, é diferente” do resto da Europa, pelo que é importante evitar que “situações semelhantes sejam interpretadas de maneiras diferentes”. Além disso, há “demasiadas revisões” por parte do VAR, pelo que a meta é “regressar às origens”.

    “Nós já não estamos satisfeitos com esta utilização do VAR. Queremos tentar recuar um pouco e colocar, de novo, os árbitros no centro (…). Gostamos de árbitros com personalidade, que tomem decisões em campo, e que o VAR intervenha apenas em situações claras e óbvias, ou seja, com imagens claras, sem demasiadas repetições”, atirou.

    “Isto não é uma página para os árbitros”

    Roberto Rosetti avisou que qualquer revisão por parte do VAR que dure mais do que 90 segundos corre o risco de “perder credibilidade”. Além disso, considera que “algumas das revisões feitas dentro de campo não estão conectadas com o futebol”, pelo que pretende, também, que o diálogo com os adeptos ganhe outra fluidez.

    “Começámos a pensar sobre como é que poderíamos ajudar toda a gente a perceber melhor o VAR. É uma biblioteca, uma estrutura, um documento no qual explicamos quanto e como o VAR vai intervir. Isto não é uma página para os árbitros. Isto é um espaço ao qual podemos aceder, depois de um jogo da Liga dos Campeões, para verificar como um incidente se compara com esta biblioteca. É para os clubes, para os jogadores e para os adeptos”, concluiu o dirigente.

    Nesse sentido, a UEFA compromete-se a disponibilizar vídeos relativos a lances de “grandes penalidades, cartões vermelhos, faltas atacantes, decisões factuais e erros de identidade” das provas que organiza, nos quais os utilizadores poderão perceber, ao certo, os motivos pelos quais os árbitros em causa tomaram determinadas decisões, dentro das quatro linhas.

  • Lá fora: Rodrigo Mora já ‘veste’ à AS Roma… e Jeff Bezos à Liverpool

    Lá fora: Rodrigo Mora já ‘veste’ à AS Roma… e Jeff Bezos à Liverpool

    Rodrigo Mora é um dos protagonistas da imprensa desportiva italiana, esta terça-feira, numa altura em que as negociações entre o FC Porto e a AS Roma estão de tal modo adiantadas que o jornal Gazzetta dello Sport já publica, inclusive, uma montagem na qual surge com o equipamento… do emblema giallorosso.

    Já em Inglaterra, o homem do momento dá pelo nome de Jeff Bezos, fundador da Amazon e detentor de uma das maiores fortunas do planeta, que lidera o grupo de milionários que está na iminência de dar por concluída a aquisição de um terço do capital social do Liverpool ao Fenway Sports Group (FSG).

    Em Espanha, os ‘holofotes’ são partilhados por José Mourinho (que ainda aguarda a integração de Jude Bellingham no plantel principal do Real Madrid) e Julián Álvarez (referência principal do Atlético de Madrid, que o Barcelona não desiste de ‘resgatar’, pese embora as várias ‘negas’ que tem vindo a receber).

    Finalmente, em França, o jornal L’Équipe faz manchete com Pierre Largeron, Roman Fuchs, Léon Marchand e Sauveur Cristofini, que conquistaram a medalha de prata na competição de 4×200 metros livres, nos Campeonatos da Europa de Desportos Aquáticos, que decorrem na capital gaulesa de Paris.

  • Trump defende Infantino: “FIFA cometeria erro terrível ao substituí-lo”

    Trump defende Infantino: “FIFA cometeria erro terrível ao substituí-lo”

    “A FIFA estaria a cometer um erro terrível se, por qualquer motivo, considerasse substituir o seu presidente Gianni Infantino”, escreveu Donald Trump.

    Numa mensagem publicada na plataforma que detém, a Truth Social, na segunda-feira, o presidente norte-americano descreveu Infantino como fantástico.

    “Acabou de presidir ao Mundial de maior sucesso”, disse Donald Trump, acrescentando que, se o líder da FIFA saísse, “a competição nunca mais teria tanto sucesso ou rentabilidade”.

    O Mundial 2026, organizado entre junho e julho nos EUA, México e Canadá, foi o mais lucrativo de sempre, com quase 15 mil milhões de dólares (13 mil milhões de euros) em receitas geradas.

    Durante o Mundial 2026, Trump pediu a Gianni Infantino, com sucesso a suspensão de um cartão vermelho atribuído a um jogador da seleção norte-americana, que permitiu a Folarin Balogun defrontar a Bélgica, nos oitavos-de-final do torneio.

    Além disso, Infantino criou o “Prémio FIFA da Paz”, que deu em dezembro ao Presidente dos EUA. Donald Trump há muito tinha publicamente confirmado a vontade de receber o Prémio Nobel da Paz.

    A FIFA pretendia angariar até 4,2 mil milhões de dólares (3,64 mil milhões de euros), vendendo a investidores privados uma participação minoritária, de até 20%, numa nova empresa que iria gerir as atividades comerciais e de eventos da entidade.

    Entre os potenciais investidores, os críticos tinham identificado o fundo de investimento Thrive Eternal, criado por Joshua Kushner, irmão do genro de Donald Trump, Jared Kushner.

    Também na segunda-feira, as confederações de futebol da UEFA, CONCACAF e AFC acusaram o presidente da FIFA de uma “importante quebra de confiança”.

    Numa “carta aberta à família do futebol”, os três organismos que representam a Europa (UEFA), América Central, Norte e Caraíbas (CONCACAF) e Ásia (AFC) voltaram a criticar Gianni Infantino e aquilo que consideram uma política autocentrada.

    “A liderança no futebol não é uma posse. Não se trata de ostentar — ou exigir — poder para o exercer. É um dever de serviço à família do futebol que lho confia. Quando a confiança é quebrada através do engano, quando uma pessoa se coloca acima do coletivo que lhe confiou autoridade, esse dever foi abandonado”, afirmaram na carta.

    A missiva é subscrita pelos presidentes e secretários-gerais da UEFA (Aleksander Ceferin e Theodore Theodoridis), da CONCACAF (Victor Montaglian e Philippe Moggio) e da AFC (Salman Bin Ibrahim Al Khalifa e Datuk Seri Windsor John).

    Na carta é ainda criticada a recente ida de Infantino a Marrocos, com UEFA, AFC e CONCACAF a denunciarem um comportamento que, dizem, reforça a ideia de alguém que entende que o futebol lhe deve algo.