Fileiras fechadas para a ‘guerra’. OFC comunica posição sobre Infantino

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A Confederação de Futebol da Oceânia (OFC) colocou, ao início da manhã esta sexta-feira, um ponto final no ‘suspense’, ao anunciar, em forma de comunicado emitido através das plataformas oficiais, que mantém a confiança em Gianni Infantino, apesar do (fracassado) projeto da FIFA Forward Enterprise (FFE), subsidiária que teria como objetivo vender parte da vertente comercial das provas que organiza (entre elas, o Campeonato do Mundo) a investidores privados.

“Após a conclusão da sua reunião, a 12 de agosto, o Comité Executivo da Confederação de Futebol da Oceânia (OFC) considerou os recentes desenvolvimentos da proposta da FIFA Forward Enterprise (FFE). O Comité Executivo da OFC aplaude a decisão da FIFA de retirar a proposta da FFE e o seu compromisso com a revisão das questões que rodeiam o projeto”, pode ler-se.

“A OFC reconhece o processo alcançado, ao longo da última década, nos avanços do desenvolvimento do futebol, na Oceânia, sob a liderança da FIFA, e encoraja a FIFA a usar a revisão como uma oportunidade para identificar e implementar quaisquer mudanças que possam ser necessárias. A boa governação, a transparência e o respeito pelos processos institucionais estabelecidos são fundamentais para a administração efetiva e o desenvolvimento sustentável do futebol”, prossegue.

“Estes princípios são essenciais a todos os níveis do jogo, e devem continuar a ser mantidos consistentemente por todos os ‘stakeholders’ do futebol. O desenvolvimento do futebol permanece a prioridade da OFC. A confederação vai continuar a apoiar iniciativas que fortaleçam o jogo e criem oportunidades significativas e sustentáveis para o desenvolvimento do futebol ao longo da Oceânia e do mundo”, completa.

A terminar, o organismo diz manter-se “comprometido com o diálogo construtivo e com a colaboração próxima com as suas federações-membro, a FIFA, as restantes confederações e todos os ‘stakeholders’ do futebol, garantindo que o futebol continua a singrar em todos os cantos do mundo”.

Nova Zelândia ‘deserta’ da OFC

A posição de união por parte da OFC acabou por não durar, ainda assim, muito tempo, visto que, instantes depois deste comunicado, a Federação de Futebol da Nova Zelândia (New Zealand Football, ou NZF) emitiu uma nota dando conta de que não irá apoiar a recandidatura de Gianni Infantino à presidência da FIFA.

“A New Zealand Football (NZF) anuncia, hoje, que retirou formalmente o seu apoio à candidatura de Gianni Infantino enquanto presidente da FIFA, no Congresso da FIFA de 2027. Além disso, a NZF também está à procura de uma revisão independente aos passos dados para desenvolver o esquema da FIFA Forward Enterprise”, refere.

“Após cuidadosa consideração, a NZF formou a visão de que as decisões e ações tomadas pela FIFA FIFA contribuíram para uma quebra na confiança e aumentaram a divisão no seio do futebol internacional, e que uma revisão independente é necessária para restaurar a segurança confiança”, acrescenta.

“A NZF acredita que este momento no tempo representa uma oportunidade para que todas as federações-membro da FIFA defendam uma governação mais forte, responsabilização e transparência, que são fundamentais para a manutenção da confiança na administração do jogo global”, conclui a missiva.

O estado das fileiras na ‘guerra’ em torno de Infantino

As eleições para a presidência da FIFA, recorde-se, estão agendadas para 18 de março de 2027, mas o prazo para a entrega de candidaturas termina já no próximo dia 18 de novembro. Gianni Infantino é, para já, o único candidato assumido ao cargo, e contava ir a votos sem oposição, algo que, dadas as circunstâncias, dificilmente irá acontecer.

Neste momento, o advogado ítalo-suíço conta com o apoio da OFC (que contempla 11 federações-membro), da CONMEBOL (dez) e da AFC (47). Em sentido inverso, a UEFA (constituída por 55 federações nacionais), a CONCACAF (41) e a AFC (47) já tornaram público que entendem estar na hora de uma mudança.

Feitas as contas, tendo como base todas estas posições, Gianni Infantino teria condições praticamente nulas de se manter na liderança do organismo que rege o futebol mundial. No entanto, há que ter em conta que várias federações-membro já ‘quebraram’ as indicações das respetivas confederações, como é o caso da Nova Zelândia, do México ou do Qatar.

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