Categoria: FIFA

  • Novo caso. A polémica promessa de Infantino ao México em troca de apoio

    Novo caso. A polémica promessa de Infantino ao México em troca de apoio

    Gianni Infantino terá prometido à Federação Mexicana de Futebol (FMF) que irá ajudá-la a transitar da CONCACAF para a CONMEBOL, caso esta ignore as diversas polémicas que o têm vindo a rodear, ao longo das últimas semanas, e mantenham o apoio à sua recandidatura para a presidência da FIFA.

    Esta ‘bombástica’ notícia é lançada, esta terça-feira, pelo jornalista mexicano Martín del Palacio, que, através das redes sociais, revela que este “é um plano que já leva tempo a formar-se e explica o porquê do apoio irrestrito da FMF ao atual presidente da FIFA”, naquele que é o momento mais delicado desde que assumiu o cargo, em 2016.

    O organismo, pode ler-se, pretende virar costas à CONCACAF, em parte, devido à má relação que mantém com o atual presidente, Victor Montagliani, e que o levou, inclusive, a tornar pública a intenção de não o apoiar no sufrágio para a presidência do mesmo, que estão agendadas para março de 2027.

    Outro dos motivos que levam a que a FMF pretenda trocar a confederação norte-americana pela sul-americana está relacionado com o facto de tal facilitar de sobremaneira o apuramento para o Campeonato do Mundo de 2030, que pode vir a contar com um número recorde de 64 seleções participantes.

    A CONCACAF está a par desta intenção, mas tem-se oposto veementemente à mesma, visto que olha para a seleção mexicana como “a sua galinha dos ovos de ouro”. Uma posição que Gianni Infantino terá prometido procurar suavizar, caso venha a ser reeleito para um novo mandato, que iria de 2027 até 2031.

    México apoia Infantino… à revelia da CONCACAF

    Este desenvolvimento surge escassos dias depois de a Federação Mexicana de Futebol ter tornado pública, em forma de comunicado, a intenção de apoiar a recandidatura de Gianni Infantino à presidência da FIFA, apesar da contestação de este está a ser alvo, sobretudo, por conta da fracassada proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE).

    “A Federação Mexicana de Futebol (FMF) está convencida de que o futebol é o valor fundamental e que a sua melhor defesa recai na institucionalidade e no respeito à governação e aos processos que a resguardam”, pode ler-se na nota partilhada através das plataformas oficiais, na passada sexta-feira.

    “Por isso, a FMF não reconhecerá nem aprovará nenhum processo que se convoca à margem da dita institucionalidade, e remete-se ao comunicado do dia 5 de agosto de 2026, que emitiu o presidente Infantino para, coletivamente, continuar a desenvolver o futebol em benefício das 211 federações-membro”, prossegue.

    “A FMF apoia a liderança do presidente Infantino para continuar a impulsionar o desenvolvimento do futebol através do fortalecimento institucional”, completa, numa missiva que vai totalmente contra a posição assumida pela própria CONCACAF, no final de julho, quando ameaçou com um boicote ao próximo Mundial.

    “A CONCACAF convocou uma reunião com os presidentes das suas 41 federações-membro, juntamente com o seupresidente, membros do Conselho e os seus membros do Conselho da FIFA, para discutir uma proposta desenvolvida e apresentada pelo Presidente da FIFA para criar a ‘FIFA Forward Enterprise’ e vender participações do Campeonato do Mundo da FIFA a investidores privados”, referia.

    “Durante a reunião, os membros expressaram profundas preocupações com a falta de respeito pelos processos devidos que envolvem a proposta, o prazo artificialmente curto imposto e a ausência de qualquer análise ou aprovação por parte dos órgãos de governação relevantes da FIFA”, acrescentava.

    “Além disso, foi questionada a necessidade de investimento por parte de fundos de ‘private equity’ para financiar programas novos e já existentes do FIFA Forward, na sequência do Campeonato do Mundo da FIFA mais rentável da história”, concluía.

  • UEFA, CONCACAF e AFC apertam cerco a Infantino: “Confiança está quebrada”

    UEFA, CONCACAF e AFC apertam cerco a Infantino: “Confiança está quebrada”

    Aleksander Ceferin, Sheikh Salman bin Ibrahim Al Khalifa e Victor Montagliani, presidentes, respetivamente, da UEFA, da CONCACAF e da AFC, enviaram, esta segunda-feira, uma carta à FIFA, na qual exigem uma revisão independente ao projeto da FIFA Forward Enterprise (FFE), com o qual Gianni Infantino pretendia “vender uma participação no Campeonato do Mundo”.

    Os organismos que regem o futebol da Europa, da América do Norte e da Ásia avisam que “a confiança fica quebrada através do engano, quando um indivíduo se coloca acima do coletivo”, e dão mais um passo na contestação à liderança da FIFA, recordando que “o futebol é a maior paixão partilhada do mundo”, pelo que “não pertence a nenhum indivíduo e a nenhuma instituição”, 

    “O crescimento ao longo da última década foi real. Mas esse progresso nunca foi o trabalho de um indivíduo. Foi produto da FIFA, das confederações, das federações-membro e dos milhares de pessoas que dedicaram as suas vidas à modalidade. A expansão das provas, a atribuição dos Mundiais de 2030 e 2034, a distribuição dos recursos às federações… Estes foram feitos partilhados, acordados em conjunto e entregues em conjunto”, pode ler-se.

    “Isto não tem a ver com dinheiro. As confederações já apelaram à distribuição responsável das vastas reservas existentes da FIFA para reforçar ainda mais o investimento no desenvolvimento das federações-membro. Nem tem a ver com federações-membro a perderem o apoio que fizeram merecer, apesar do alarmismo dirigido para sugerir o contrário. Nem tem a ver com o regresso à expansão das provas, das alocações do Mundial ou de quaisquer outras decisões alcançadas coletivamente”, acrescenta.

    “Resultado de um desígnio que teve como objetivo limitar o escrutínio”

    Nesse sentido, os presidentes de UEFA, CONCACAF e AFC sublinham que “a carta recente da FIFA aos seus vice-presidentes e às 211 federações-membro reconhece que foram cometidos erros neste processo”, mas avisam que estes não partiram de uma mera “falha de comunicação”. Ao invés, pode ler-se, supõe uma “falha de julgamento”, visto que a FFE foi proposta “numa linha cronológica apertada, sem consulta significativa”.

    “É o resultado de um desígnio que teve como objetivo limitar o escrutínio. Não reconheceu que a própria proposta estava inerentemente errada. Continua a não haver um reconhecimento de que a tentativa de vender uma participação no Campeonato do Mundo foi uma profunda falha de julgamento – não apenas um passo errado no processo, mas uma quebra fundamental de confiança com as próprias instituições que a FIFA existe para servir”, atira.

    “A FIFA também se comprometeu a apresentar um relatório completo destes eventos ao Conselho da FIFA, uma vez mais, fracassando no reconhecimento de que uma governação séria à luz de tão profunda falha de julgamento requereria que tal relatório fosse elaborado por uma terceira parte completamente independente, e não pela própria FIFA, pelos seus funcionários ou por qualquer ‘stakeholder’ no seio do futebol”, acrescenta.

    “Há silêncio quando deveria haver responsabilização, distância quando deveria haver abertura. Estas não são as qualidades que o futebol merece na sua liderança. É por isso que adotámos esta postura: não de forma ligeira ou solitária, mas conjunta, e por dever à modalidade que servimos. A força do futebol foi sempre a sua união. Pedimos que essa união seja honrada, agora, por uma liderança que sirva o futebol, e que não procure comandá-lo”, conclui.

  • FIFA sob ataque cerrado: “A era de Infantino acabou”

    FIFA sob ataque cerrado: “A era de Infantino acabou”

    Javier Tebas, presidente de La Liga, concedeu uma extensa (e ‘explosiva’) entrevista à edição deste domingo do jornal francês Le Monde, na qual apelou à demissão de Gianni Infantino da presidência da FIFA, na sequência do fracassado projeto da FIFA Forward Enterprise (FFE), subsidiária que teria como objetivo negociar os direitos comerciais das provas por ela organizadas, como é o caso do Campeonato do Mundo.

    “Aquilo que se passa não me surpreende. O que me surpreende é a reação de várias pessoas que permaneceram em silêncio, ao longo dos anos. Este episódio é apenas a ponta do icebergue daquilo que se passa numa instituição, a FIFA, mas também de modo mais geral, no futebol, onde não existem verdadeiras políticas de governação. E o problema não se limita a uma pessoa, mas sim a todo um sistema”, começou por afirmar.

    “O velho sistema pode persistir, mesmo com pessoas diferentes. Esperemos que as coisas mudem verdadeiramente, que chegue um novo presidente e que seja instaurada uma nova governação, na FIFA. Mas não acredito em certos dirigentes que declaram, ao dia de hoje, que não sabiam de nada. Estou convicto de que existe um círculo restrito, na FIFA, que sabia quem se encontrava com quem e aquilo de que se falava”, acrescentou.

    “Infantino apareceu nos documentos da Superliga Europeia”

    O espanhol disse, de resto, não ter dúvidas de que o ‘reinado’ de Gianni Infantino “já acabou há muito tempo”: “Não digo isto à luz dos eventos recentes. Constato, há muito tempo, esta gestão que toda a gente parece ter descoberto hoje. Olhem para a organização do Campeonato do Mundo de Clubes, aquilo que tentaram fazer e o que rendeu… As decisões foram tomadas sem que os atores importantes do futebol, os campeonatos, soubessem de alguma coisa”.

    “Não me esqueço do episódio da Superliga [Europeia], onde Gianni Infantino apareceu nos documentos de trabalho dos promotores dessa prova. Além disso, há ligações. Alguns dos autores estão, de novo, presentes no projeto da FFE. Gianni Infantino não é alguém que contribua para o crescimento do futebol. Pelo contrário, os projetos dele ajudam a destruir a própria essência deste desporto, os campeonatos nacionais”, alertou.

    “O futebol não se limita à elite. Para mim, a era de Infantino acabou. Resta saber quando é que isso terá efeito e como irá desenrolar-se a sucessão. Eu espero que não se aja simplesmente para substituir certas pessoas por outras, mas sim para levar a cabo uma mudança radical”, completou.

    “Enquanto eu for presidente de La Liga, continuaremos a nossa batalha”

    A terminar, o presidente de La Liga explicou aquilo que quem está num cargo semelhante ao seu pode fazer para ajudar à mudança no futebol internacional: “Temos de protestar, defender os nossos direitos e recorrer aos tribunais quando é necessário. Em 2024, La Liga colocou em curso processos contra a FIFA, juntamente com a FIFPro, junto da Comissão Europeia, a propósito da expansão contínua de jogos e de competições”.

    “Quando há um abuso de posição dominante, é importante que nos defendamos. Mas, ainda que muitos partilhem da nossa análise, muitas vezes, é La Liga que dá estes passos sozinha. Muitos dizem que preferem o diálogo, mas temos falado há 20 anos, e nada foi resolvido. Enquanto eu for presidente de La Liga, continuaremos a nossa batalha”, concluiu.

     

  • FIFA arrasadora. Organismo denuncia “esforço concertado” contra Infantino

    FIFA arrasadora. Organismo denuncia “esforço concertado” contra Infantino

    É mais uma acha para a fogueira de uma novela que já dura há várias semanas. A FIFA emitiu este sábado, através das suas redes sociais, um explosivo comunicado no qual sai em defesa do presidente Gianni Infantino, considerando que existe uma campanha não só para minar a autoridade do organismo, como também do seu presidente.

    “Em consonância com as recentes declarações da CONMEBOL e da CAF, bem como com as discussões com as Federações-Membro da FIFA e as Confederações de todo o mundo, a FIFA não apoiará, facilitará nem tolerará qualquer processo relativo à eleição do Presidente da FIFA que seja incompatível com os Estatutos da FIFA, os procedimentos democráticos e o quadro de governação estabelecido. O Presidente da FIFA foi eleito democraticamente pelas Federações-Membro da FIFA e continua a exercer o seu mandato”, pode ler-se na nota que foi publicada na rede social X.

    “É cada vez mais evidente que existe um esforço concertado e contínuo por parte de alguns para minar a FIFA e o seu presidente. Aqueles que não contam com o apoio das Associações-Membro da FIFA não devem procurar alcançar, através de alegações, insinuações ou desinformação, o que não conseguem alcançar através dos processos democráticos estabelecidos pela FIFA”, prossegue a nota, que critica ainda notícias recentes.

    “As notícias recentes têm incluído afirmações infundadas e alegações comprovadamente falsas relativas à FIFA e ao seu presidente. As especulações e insinuações não devem ser apresentadas como factos, e a repetição não torna uma alegação verdadeira”, sublinha a FIFA, que lembra o percurso de muitos anos de Infantino ligado à indústria do futebol.

    “O presidente da FIFA dedicou mais de 30 anos da sua vida profissional ao futebol europeu e mundial, contribuindo para mudanças significativas neste desporto e, em particular, para alargar o acesso, os recursos e as oportunidades em todo o futebol mundial. A mudança desafia inevitavelmente os interesses estabelecidos, mas o desacordo com essa mudança não pode justificar esforços para minar o mandato democrático do presidente da FIFA ou da instituição que ele foi eleito para liderar”, garante ainda o organismo.

    “A FIFA acolhe com agrado o escrutínio legítimo. No entanto, o escrutínio não é um pretexto para distorcer factos, amplificar alegações infundadas ou criar distrações destinadas a minar o progresso. Sempre que as notícias forem imprecisas ou enganosas, a FIFA contestá-las-á de forma direta e vigorosa. A responsabilidade da FIFA é para com as suas 211 Federações-Membro e para com o futebol em todo o mundo. Não nos deixaremos distrair nem desviar do nosso objetivo de fortalecer a organização, cumprir as nossas obrigações para com as nossas Federações-Membro e continuar o trabalho de tornar o futebol verdadeiramente global. Através do Presidente da FIFA e da administração da FIFA, o nosso foco permanece firmemente nessa missão, e estamos mais determinados do que nunca a cumpri-la”, termina o comunicado.

  • Nova polémica. Amante de Infantino recebeu milhares quando estava na UEFA

    Nova polémica. Amante de Infantino recebeu milhares quando estava na UEFA

    As polémicas não param de crescer para Gianni Infantino. O presidente da FIFA tem estado nas bocas do mundo desde que tentou vender partes do Campeonato do Mundo a investidores privados, mas este sábado, há mais uma história avançada pela imprensa internacional que promete dar que falar.

    Tudo porque, segundo uma investigação do The Telegraph, quando o líder ítalo-suíço era secretário-geral da UEFA, terá pago uma quantia de seis dígitos – isto é, superior a 100.000 euros – a uma alegada antiga amante de Infantino para esta estudar numa escola de gestão, já depois de ter saído da organização.

    Mas o escândalo não fica por aqui, já que Gianni Infantino a terá entregue várias promoções dentro da UEFA enquanto mantinha uma relação amorosa com a amante, com a UEFA a já ter reagido em comunicado, alegando que o pagamento foi mesmo efetuado e que estava ciente das alegações de que Infantino estaria envolvido com essa mulher, pelo que “apertou” as regras sobre estes assuntos de forma a “refletir uma organização mais moderna e de alto perfil.

    Esta nova descoberta irá colocar ainda mais pressão sobre o atual presidente da FIFA, que está a tentar reunir as condições necessárias para conseguir seguir no poder da instituição que gere o futebol mundial.

    A mesma publicação indica que Infantino, que é casado e tem quatro filhos, teve mesmo uma relação com esta mulher e, segundo apurou com antigos colegas e membros diretivos da UEFA na altura, foi o próprio a garantir que a alegada amante saia da instituição com um pagamento avultado de, pelo menos, seis dígitos.

    Gianni Infantino já reagiu e alega “difamação”

    Apesar desta investigação, o presidente da FIFA refutou qualquer tipo de acusações e alegações sobre este tema, envolvendo quer uma relação ou um pagamento feito pela UEFA.

    “O presidente da FIFA, Gianni Infantino, nega veementemente estas alegações, que são categoricamente falsas. Qualquer insinuação de conduta inadequada ou violação de estatutos ou regulamentos constitui difamação”, referiu um porta-voz do presidente da FIFA.

    “Nenhum colaborador da UEFA e da FIFA apresentou alguma vez uma queixa relativa ao comportamento do Sr. Infantino, uma vez que nunca houve qualquer incidente em que ele estivesse envolvido. Todas as medidas da organização relacionadas com os colaboradores, incluindo quaisquer saídas e indemnizações por cessação de contrato, foram sempre aprovadas pelos diretores competentes, em conformidade com todos os regulamentos aplicáveis”, completou.

    Ainda assim, o The Telegraph admite que a alegada relação foi mantida com a sua secretária, que acabou por ser promovida a cargos de chefia enquanto essa relação estava a ocorrer, sendo que ainda dá conta de que a mesma foi questionada pelo então presidente da UEFA Michel Platini, que chegou a um acordo para despedir a funcionária mediante um pagamento.

    Esse pagamento incluía ainda um curso numa escola de gestão que cobra cerca de 45 mil libras por ano – cerca de 52,5 mil euros -, com dinheiro que poderia ter sido utilizado para melhorar as condições no futebol mundial. De resto, Gianni Infantino usou a sua influência para colocar a amante num cargo semelhante numa área do mesmo estilo que a UEFA.

  • Federação da Noruega exige demissão de Infantino da presidência da FIFA

    Federação da Noruega exige demissão de Infantino da presidência da FIFA

    A presidente da NFF, conhecida crítica de Infantino, considera que o ítalo-suíço “não possui a confiança institucional necessária para liderar a FIFA de forma estável no período atual”, sublinhando que “não há retorno” para o presidente.

    Infantino, único candidato declarado às eleições de março do próximo ano, precisa de garantir a maioria dos 211 votos das federações membros para assegurar um novo mandato.

    O dirigente ítalo-suíço enfrenta contestação global desde que o projeto de comercialização parcial dos direitos da FIFA foi rejeitado por várias confederações.

    Na sexta-feira passada, depois de enorme contestação das confederações, entre as quais a UEFA, de inúmeros agentes do futebol e mesmo da política, o organismo que tutela o futebol mundial, abandonou o projeto da FIFA Forward Enterprise (FFE), que tinha sido apresentado poucos dias antes.

    O plano previa a criação da FFE, uma subsidiária destinada a gerir os ativos comerciais e eventos da FIFA, incluindo o Campeonato do Mundo, com a venda de 20% do capital a investidores privados.

    A NFF já tinha contestado Infantino, denunciando intervenções externas — como a de Donald Trump no caso Balogun no Mundial2026 — e criticando decisões consideradas politicamente motivadas, incluindo a criação e atribuição do Prémio da Paz ao presidente norte-americano.

  • Infantino enfrenta UEFA, mas não está sozinho. Eis quem o apoia

    Infantino enfrenta UEFA, mas não está sozinho. Eis quem o apoia

    A UEFA está determinada em tirar Gianni Infantino da presidência da FIFA, avançando para um boicote às competições caso o atual presidente seja reeleito em março de 2027. No entanto, Infantino não está sozinho, apesar de ter perdido vários apoios na sequência do FIFA Forward Enterprise, plano que previa a entrada de investidores privados nos Mundiais.

    Nas últimas horas, o presidente do organismo que rege o futebol mundial recebeu uma manifestação pública de apoio por parte da Associação de Futebol Argentino, contando com mais um voto para as próximas eleições. 

    Mas a Argentina não foi a única a colocar-se ao lado de Infantino. Também a Confederação Africana de Futebol saiu em defesa do líder ítalo-suíço. 

    Assim sendo, Infantino vai ganhando algum fôlego apesar de ter perdido o apoio da UEFA. O presidente em funções desde 2016 precisa da maioria dos votos da 211 federações para continuar no cargo, numa altura em que continua a ser o único candidato assumido. 

    AFA ao lado de Infantino

    Na noite de quinta-feira, a AFA declarou, em comunicado, o apoio público a Infantino, apontando para a “gestão desenvolvida ao longo dos últimos 10 anos, cujos principais pilares têm sido o desenvolvimento do futebol em todo o mundo e a solidez institucional assente num modelo de governação claro, estável e transparente”. 

    A federação presidida por Claudio Tapia destaca, ainda, o passo atrás dado pela FIFA, deixando cair o FFE, o que leva a Argentina a reafirmar a “firme convicção de que o caminho passa por continuar a trabalhar” sob a liderança de Infantino. 

    CAF também aplaude Infantino

    A CAF protagonizou uma tomada de posição também na quinta-feira, valorizando que a FIFA tenha reconhecido “os erros cometidos” na criação do FFE.

    Ao mesmo tempo, a Confederação Africana de Futebol reafirmou que apoiará, “por unanimidade”, o atual presidente da FIFA, “agradecendo-lhe o apoio contínuo prestado ao futebol africano ao longo dos anos”. 

    UEFA lidera movimento contra Infantino 

    Apesar da FIFA ter abandonado o FFE, a UEFA mantém-se irredutível: Infantino tem de sair do poder em março. Num comunicado enviado ontem à AFP, o organismo liderado por Aleksander Ceferin lembrou que “as federações membros da UEFA foram muito claras quanto às condições relacionadas à sua não participação em competições da FIFA”, confirmando a intenção de avançar com o boicote já anunciado. 

    A UEFA quer ter “garantias de que tais tentativas de desfigurar o futebol dessa maneira jamais se repitam”, algo que o recente comunicado da FIFA não correspondeu, o que resulta na “perda de confiança na presidência de Gianni Infantino”.

    Algumas federações já tomaram uma posição pública, tais como Finlândia, Sérvia, Suécia, País de Gales ou Dinamarca, mas há ainda alguns países em silêncio. 

    A Federação Portuguesa de Futebol quebrou, ontem, o silêncio e mostrou-se alinhada com a UEFA, com Pedro Proença a garantir que “rejeitou na primeira hora” a proposta da FIFA. 

    “O modelo proposto pela FIFA, ao colocar nas mãos de interesses privados decisões determinantes sobre o calendário internacional, os formatos competitivos e o desenvolvimento futuro do desporto, configuraria uma alteração profunda e inaceitável da natureza do futebol. Tal modelo não pode ser acolhido por quem tem o dever de proteger o jogo e de preservar o seu legado para as gerações futuras. Nunca abdicaremos destes valores, que são para nós inalienáveis, é a garantia que lhe deixo“, escreveu Pedro Proença, numa missiva enviada aos sócios da FPF. 

    CONMEBOL alinha-se com a UEFA 

    A UEFA deverá contar com o apoio da Confederação Sul-Americana de Futebol, que ontem expressou a sua preocupação “com as sucessivas decisões unilaterais adotadas sem recurso ao diálogo nem aos mecanismos institucionais previstos para o tratamento deste tipo de situações”. 

    A CONMEBOL não afirmou taxativamente que não vai votar em Infantino nas eleições de março, mas frisa “não apoiará qualquer atuação ou procedimento que ignore ou se afaste desses mecanismos institucionais”. 

    Concacaf pode ter candidato 

    Também a Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas está contra Infantino, apontando o dedo à forma como a FIFA quis implementar o FFE. 

    A Concacaf acredita que a FIFA agiu “fora de qualquer estrutura e sem transparência, consulta ou devido processo legal”. 

    De resto, a imprensa internacional já aponta Victor Montagliani, presidente da Concacaf, como potencial rival de Infantino nas eleições de março. 

    AFC ainda em análise 

    Por fim, a Confederação Asiática de Futebol, que possui 46 federações, ainda não se posicionou de forma clara quanto à continuidade de Infantino na FIFA, admitindo, na passada sexta-feira, que o FFE “evidenciou fragilidades fundamentais dos processos de consulta e tomada de decisão da FIFA”.

    No entanto, Qatar ou Mongólia já confirmaram que vão apoiar Infantino, elogiando o “mérito” da proposta entretanto retirada. 

    Em sentido inverso, a Jordânia, por intermédio do presidente Ali bin Al Hussein, que fora derrotado por Infantino em 2016, acusou o atual líder da FIFA de “chantagem”. 

    Eleições agendadas para março

    As eleições da FIFA estão marcadas para março de 2027, sendo que as candidaturas podem ser apresentadas até 18 de novembro. Até ao momento, Gianni Infantino continua a ser o único candidato oficialmente assumido.