O jogo entre Lyon e Fenerbahçe (1-2), disputada na noite de quarta-feira, relativo à 2.ª mão do playoff de acesso à Liga dos Campeões, ficou manchada por uma cena de violência após o apito final. O protagonista foi Mattéo Guendouzi, que ao longo de toda a partida esteve envolvido em ‘bate-boca’ com os adeptos da casa.
O médio francês, com passado no Marseille, festejou a qualificação de forma efusiva e com gestos obscenos à mistura, acabando mesmo por se envolver em confrontos físicos com um elemento, vestido à Lyon, na entrada do túnel de acesso aos balneários.
As imagens rapidamente se tornaram virais e já há quem peça mão pesada da UEFA perante a gravidade dos acontecimentos.
“Sabem, quando tens 60 mil pessoas a insultar a tua família, a tua mãe, os teus filhos, mesmo antes do jogo, e ninguém da equipa de arbitragem diz ao estádio para se calar… Porque sei que, em França, quando acontecem este tipo de coisas, há uma altura em que falam com os adeptos e o jogo pode ser interrompido. Durante 90 minutos, e até mais, contando com o aquecimento, insultaram a minha família. É algo que mexe connosco”, começou por explicar Guendouzi, posteriormente, na zona mista.
“Se queres provocar, então a provocação tem de funcionar nos dois sentidos. Insultaram a minha mãe e a minha família e, para mim, isso foi desrespeitoso. Depois, se já não podemos festejar como queremos, acho isso uma pena. Toda a gente sabe que sou adepto do Marseille, nunca o escondi. É provocação. Eles insultaram a minha família. Já vi jogos em que os adeptos do Lyon fazem celebrações em frente à bancada dos adeptos do Marseille, no Vélodrome. Tem de funcionar nos dois sentidos. Para mim, tenho o direito de festejar”, rematou.