Depois de Kylian Mbappé (do Real Madrid) Lamine Yamal (do Barcelona), esta quinta-feira, foi a vez de mais um jogador reclamar a Bola de Ouro, prémio entregue anualmente pela prestigiada revista France Football ao melhor jogador do planeta. Mais concretamente, Fabián Ruiz (do Paris Saint-Germain).
Numa extensa entrevista concedida ao jornal espanhol As, o médio recordou que deu a temporada desportiva de 2025/26 com a conquista do Campeonato do Mundo (por Espanha), da Liga dos Campeões, da Supertaça Europeia, da Taça Intercontinental, da Ligue 1 e da Supertaça de França, pelo que também deve ser tido em conta nesta discussão.
“Bem, por que não? A verdade é que, a nível coletivo, eu fui o jogador que mais títulos conquistou. penso que foram sete, nestes últimos anos. Estou muito feliz por esta época, por aquilo que conquistei, sentindo-me importante, no PSG e na seleção. Isso é importante para um jogador, e, sobretudo para mim”, começou por afirmar.
“A verdade é que [a Bola de Ouro] é um título muito bonito, é algo que todos os jogadores querem conquistar. O facto de se falar de mim… Eu fico satisfeito pelo facto de me reconhecerem pelo trabalho que fiz. E, bem, vou tentar terminar na posição mais elevada possível, por que não sonhar com isso?”, acrescentou.
O jogador de 30 anos de idade não escondeu, de resto, que imaginar-se com a Bola de Ouro nas mãos o deixa com “um sorriso na cara”: “Sim, obviamente, não vou mentir. Todos os jogadores gostam que lhe seja reconhecido o trabalho, tal como noutras profissões. Se tu fazes bem o teu trabalho e as pessoas de foram reconhecem isso…”.
“Vitórias de Rodri e Modric são importantes para o mundo do futebol”
Fabián Ruiz sublinhou, ainda, que o facto de o compatriota Rodri Hernández ter sido agraciado com a Bola de Ouro, em 2024, antes de trocar o Manchester City pelo Barcelona, lhe dá esperança nesta corrida, já que “toda a gente sabe que é normal que os avançados tenham melhores números do que os médios, os defesas ou os guarda-redes”.
“É mais difícil para um defesa ter os números de um avançado, mas eu acredito que, nos últimos anos, está a dar-se muito valor e importância a outros fatores, algo que, para mim, é muito importante. Uma equipa é formada por 11 jogadores, mais os que estão no banco de suplentes, e eu acredito que um defesa ou um guarda-redes têm a mesma importância do que um guarda-redes”, refletiu.
“Nos últimos anos, vimos que venceram [Luka] Modric e Rodri. Isso é importante para o mundo do futebol, e, sobretudo, para os jovens. Que se foquem noutros fatores, e não apenas em quem marca mais golos, também é importante. Os jogos ganham-se marcando golos, mas o trabalho é de todo o grupo”, acrescentou.
“Há muitos jogadores que fizeram uma grandíssima temporada. Os 30 nomeados estão lá por alguma razão, e há muito bons jogadores que fizeram uma boa temporada, mas, se ficar para um daqueles com os quais eu partilho balneário, melhor ainda. Não os vejo como rivais, mas sim como companheiros que também merecem lá estar”, concluiu.