Categoria: UEFA

  • UEFA revoluciona o VAR: “Isto é futebol, não é PlayStation”

    UEFA revoluciona o VAR: “Isto é futebol, não é PlayStation”

    A UEFA deu um passo que pode revelar-se revolucionário no que ao VAR diz respeito, com o lançamento do Clear Line, portal onde irá realizar partilhas contínuas de imagens, vídeos e textos, com o objetivo expresso de uniformizar, de uma vez por todas, a utilização desta tecnologia em todo o futebol europeu.

    O organismo que rege o desporto-rei no Velho Continente explica que esta plataforma servirá de “videoteca, oferecendo acesso livre sem precedentes à orientação que é dada aos árbitros e aos VARs para os ajudar a aplicar as Leis do Jogo de forma consistente”. No entanto, em entrevista concedida à estação televisiva britânica BBC Sport, Roberto Rosetti sublinhou que vai muito mais além.

    “Apercebemo-nos de que, agora, em todo o lado, não são dadas quaisquer satisfações sobre como o VAR está a impactar o futebol. Por isso, queremos evitar situações microscópicas. O contexto é super importante. Isto é futebol, não é PlayStation. Temos de ser muito, muito cuidadosos. Os árbitros devem ajuizar os jogos. É algo que é importante para o futebol, para situações claras e erros claros”, atirou.

    O responsável de arbitragem da UEFA sublinha que, neste momento, por exemplo, “a perceção sobre o que é uma mão na bola, em Inglaterra, é diferente” do resto da Europa, pelo que é importante evitar que “situações semelhantes sejam interpretadas de maneiras diferentes”. Além disso, há “demasiadas revisões” por parte do VAR, pelo que a meta é “regressar às origens”.

    “Nós já não estamos satisfeitos com esta utilização do VAR. Queremos tentar recuar um pouco e colocar, de novo, os árbitros no centro (…). Gostamos de árbitros com personalidade, que tomem decisões em campo, e que o VAR intervenha apenas em situações claras e óbvias, ou seja, com imagens claras, sem demasiadas repetições”, atirou.

    “Isto não é uma página para os árbitros”

    Roberto Rosetti avisou que qualquer revisão por parte do VAR que dure mais do que 90 segundos corre o risco de “perder credibilidade”. Além disso, considera que “algumas das revisões feitas dentro de campo não estão conectadas com o futebol”, pelo que pretende, também, que o diálogo com os adeptos ganhe outra fluidez.

    “Começámos a pensar sobre como é que poderíamos ajudar toda a gente a perceber melhor o VAR. É uma biblioteca, uma estrutura, um documento no qual explicamos quanto e como o VAR vai intervir. Isto não é uma página para os árbitros. Isto é um espaço ao qual podemos aceder, depois de um jogo da Liga dos Campeões, para verificar como um incidente se compara com esta biblioteca. É para os clubes, para os jogadores e para os adeptos”, concluiu o dirigente.

    Nesse sentido, a UEFA compromete-se a disponibilizar vídeos relativos a lances de “grandes penalidades, cartões vermelhos, faltas atacantes, decisões factuais e erros de identidade” das provas que organiza, nos quais os utilizadores poderão perceber, ao certo, os motivos pelos quais os árbitros em causa tomaram determinadas decisões, dentro das quatro linhas.

  • Afinal, há mais. Infantino formou, promoveu e despediu a própria “amante”

    Afinal, há mais. Infantino formou, promoveu e despediu a própria “amante”

    O jornal britânico The Telegraph traz, esta segunda-feira, a público novos detalhes a propósito do alegado caso amoroso que Gianni Infantino (que é casado, desde 2001, com Leena Al Ashqar, mãe dos seus quatro filhos) manteve durante o período em que ocupou o cargo de secretário-geral da UEFA, entre 2009 e 2016.

    As informações iniciais apontavam para que a mulher (cujo nome continua sem ser revelado) tivesse encaixado uma quantia de seis dígitos (isto é, superior a 100.000 euros) por conta da suposta relação que manteve com o ítalo-suíço. Feitas as contas, esse montante terá superado a barreira das 150.000 libras (175.170 mil euros).

    Deste valor, uma parte diz respeito às propinas de um curso de gestão que terão sido pagas pelo próprio organismo que rege o futebol europeu. Outras 25.000 libras (29.200 euros) derivam do aumento salarial que recebeu como resultado da promoção de um cargo administrativo para um de chefia.

    Ao tomar conhecimento da suposta relação (e dos benefícios que daí advieram), o então presidente da UEFA, o francês Michel Platini, terá confrontado pessoalmente aquele que era o seu ‘braço direito’, numa reunião que culminou na decisão de avançar para a demissão da funcionária, com a avultada indemnização que daí resultou, em 2011.

    Contactada pela publicação, a direção agora liderada por Aleksander Ceferin confirmou o pagamento da dita compensação financeira e fez saber que, desde então, reforçou os próprios regulamentos, com o objetivo expresso de fazer com que refletissem “aqueles que se encontram numa organização moderna de alto perfil”.

    Em simultâneo, a UEFA estará a ponderar seriamente a possibilidade de ordenar a abertura de uma investigação formal à conduta adotada pelo advogado, não só durante estes sete anos, como também dos nove que os antecederam, nos quais o seu trabalho assentou, sobretudo, sobre questões jurídicas e legais.

    FIFA garante que, com Infantino, “tudo foi sempre feito corretamente”

    Confrontado com estas alegações, um porta-voz da FIFA assegurou que, sob o mandato de Gianni Infantino, na UEFA, “tudo foi sempre feito corretamente”. Uma posição que se segue àquela que foi adotada, no passado sábado, pelo organismo que rege o futebol mundial, a propósito das notícias que o ligam o seu presidente a uma série de polémicas.

    “É cada vez mais evidente que existe um esforço concertado e contínuo por parte de alguns para minar a FIFA e o seu presidente. Aqueles que não contam com o apoio das Associações-Membro da FIFA não devem procurar alcançar, através de alegações, insinuações ou desinformação, o que não conseguem alcançar através dos processos democráticos estabelecidos pela FIFA”, refere o comunicado em causa.

    “As notícias recentes têm incluído afirmações infundadas e alegações comprovadamente falsas relativas à FIFA e ao seu presidente. As especulações e insinuações não devem ser apresentadas como factos, e a repetição não torna uma alegação verdadeira”, sublinhou a FIFA, que lembrou o percurso de muitos anos do advogado ligado à indústria do futebol.

    “O presidente da FIFA dedicou mais de 30 anos da sua vida profissional ao futebol europeu e mundial, contribuindo para mudanças significativas neste desporto e, em particular, para alargar o acesso, os recursos e as oportunidades em todo o futebol mundial. A mudança desafia inevitavelmente os interesses estabelecidos, mas o desacordo com essa mudança não pode justificar esforços para minar o mandato democrático do presidente da FIFA ou da instituição que ele foi eleito para liderar”, concluiu.

  • UEFA ‘ignora’ pedido de desculpas da FIFA e mantém boicote

    UEFA ‘ignora’ pedido de desculpas da FIFA e mantém boicote

    A FIFA deu um passo atrás na proposta de privatização do Mundial e pediu desculpas pelos “erros cometidos”. Contudo, a UEFA confirmou que a ameaça de boicote a futuras provas tuteladas pelo organismo se mantém de pé.

    Isto significa que o Mundial continua a ser incluído, sendo que o próximo será organizado por Portugal, Espanha e Marrocos em 2030. 

    Num comunicado divulgado pela Sky Sports, a entidade que regula o futebol europeu explicou a sua decisão e reafirmou a falta de confiança em Gianni Infantino. 

    “As associações da UEFA foram muito claras quanto às condições associadas à não participação em competições da FIFA”, começou por escrever.

    De seguida, a UEFA lembrou o projeto FIFA Forward Enterprise, que pretendia vender 20% dos direitos comerciais da FIFA a investidores privados. Em virtude disso, o organismo garante que é preciso evitar que essas “tentativas de desfigurar o jogo nunca mais se repitam”.

    “Em primeiro lugar, as propostas de privatização das principais competições tiveram de ser retiradas e, em segundo lugar, é preciso garantir que tais tentativas de desfigurar o jogo desta forma nunca mais se repitam”, apontou.

    “Essas condições não foram cumpridas. Além disso, a UEFA deixou absolutamente claro no seu comunicado, de sábado, que perdeu a confiança na presidência de Gianni Infantino. Essa posição permanece inalterada”, confirmou o organismo. 

    Por fim, a UEFA assegura que a demonstração pública de confiança por parte de alguns altos cargos da FIFA não muda a posição tomada.

    “O anúncio de ontem de que algumas pessoas empregadas pelo presidente da FIFA (e cujas carreiras dependem de seu apoio) concordam com ele não muda nada”, concluiu.

    Houve mais uma federação a retirar confiança a Infantino

    Gianni Infantino continua debaixo de fogo e as críticas não lhe têm sido poupadas. Para além disso, o presidente da FIFA tem cada vez menos apoios à candidatura para as eleições no próximo ano.

    A mais recente federação a retirar a confiança ao ítalo-suíço foi a da Albânia. Esta quinta-feira, a Federação Albanesa de Futebol (FSHF) confirmou que enviou uma carta oficial à FIFA para comunicar a retirada de apoio ao atual líder.

    “A Federação Albanesa de Futebol enviou uma carta oficial ao Secretário-Geral da FIFA, Mattias Grafström, informando-o sobre a revogação do seu apoio à candidatura do Sr. Gianni Infantino a um novo mandato de quatro anos como Presidente da FIFA. A carta, assinada pelo Presidente da Federação Albanesa de Futebol, Armand Duka, declara que, após novas consultas internas e uma análise cuidadosa da situação, a Federação Albanesa de Futebol decidiu retirar o apoio anteriormente concedido à candidatura do Sr. Infantino”, pode ler-se.

    “Esta decisão surge no seguimento dos recentes desenvolvimentos no futebol internacional e das posições expressas pelas federações europeias relativamente aos processos de governação da FIFA. A Federação Albanesa de Futebol mantém-se empenhada em trabalhar em estreita colaboração com a UEFA e com os seus parceiros internacionais para apoiar uma governação do futebol baseada na transparência, na integridade e no melhor interesse da modalidade”, concluiu.