Afinal, há mais. Infantino formou, promoveu e despediu a própria “amante”

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O jornal britânico The Telegraph traz, esta segunda-feira, a público novos detalhes a propósito do alegado caso amoroso que Gianni Infantino (que é casado, desde 2001, com Leena Al Ashqar, mãe dos seus quatro filhos) manteve durante o período em que ocupou o cargo de secretário-geral da UEFA, entre 2009 e 2016.

As informações iniciais apontavam para que a mulher (cujo nome continua sem ser revelado) tivesse encaixado uma quantia de seis dígitos (isto é, superior a 100.000 euros) por conta da suposta relação que manteve com o ítalo-suíço. Feitas as contas, esse montante terá superado a barreira das 150.000 libras (175.170 mil euros).

Deste valor, uma parte diz respeito às propinas de um curso de gestão que terão sido pagas pelo próprio organismo que rege o futebol europeu. Outras 25.000 libras (29.200 euros) derivam do aumento salarial que recebeu como resultado da promoção de um cargo administrativo para um de chefia.

Ao tomar conhecimento da suposta relação (e dos benefícios que daí advieram), o então presidente da UEFA, o francês Michel Platini, terá confrontado pessoalmente aquele que era o seu ‘braço direito’, numa reunião que culminou na decisão de avançar para a demissão da funcionária, com a avultada indemnização que daí resultou, em 2011.

Contactada pela publicação, a direção agora liderada por Aleksander Ceferin confirmou o pagamento da dita compensação financeira e fez saber que, desde então, reforçou os próprios regulamentos, com o objetivo expresso de fazer com que refletissem “aqueles que se encontram numa organização moderna de alto perfil”.

Em simultâneo, a UEFA estará a ponderar seriamente a possibilidade de ordenar a abertura de uma investigação formal à conduta adotada pelo advogado, não só durante estes sete anos, como também dos nove que os antecederam, nos quais o seu trabalho assentou, sobretudo, sobre questões jurídicas e legais.

FIFA garante que, com Infantino, “tudo foi sempre feito corretamente”

Confrontado com estas alegações, um porta-voz da FIFA assegurou que, sob o mandato de Gianni Infantino, na UEFA, “tudo foi sempre feito corretamente”. Uma posição que se segue àquela que foi adotada, no passado sábado, pelo organismo que rege o futebol mundial, a propósito das notícias que o ligam o seu presidente a uma série de polémicas.

“É cada vez mais evidente que existe um esforço concertado e contínuo por parte de alguns para minar a FIFA e o seu presidente. Aqueles que não contam com o apoio das Associações-Membro da FIFA não devem procurar alcançar, através de alegações, insinuações ou desinformação, o que não conseguem alcançar através dos processos democráticos estabelecidos pela FIFA”, refere o comunicado em causa.

“As notícias recentes têm incluído afirmações infundadas e alegações comprovadamente falsas relativas à FIFA e ao seu presidente. As especulações e insinuações não devem ser apresentadas como factos, e a repetição não torna uma alegação verdadeira”, sublinhou a FIFA, que lembrou o percurso de muitos anos do advogado ligado à indústria do futebol.

“O presidente da FIFA dedicou mais de 30 anos da sua vida profissional ao futebol europeu e mundial, contribuindo para mudanças significativas neste desporto e, em particular, para alargar o acesso, os recursos e as oportunidades em todo o futebol mundial. A mudança desafia inevitavelmente os interesses estabelecidos, mas o desacordo com essa mudança não pode justificar esforços para minar o mandato democrático do presidente da FIFA ou da instituição que ele foi eleito para liderar”, concluiu.

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